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Resposta de oração

Publicado pelo Forum | 17 de June, 2009

A você que orou, queremos agradecer e atualizar a notícia. Contamos com suas orações por esta mãe de missionário e também pelas famílias de outros missionários que enfrentam a saudade e a distância na hora de dificuldades.

Querido Ronald, Carla e equipe da BASE,
Obrigado pelas orações e o apoio de vocês. A palavra nos diz que a oração do justo pode muito e eu sei que Deus tem operado através das orações dos amados irmãos, como vocês.
A minha mãe teve uma operação de 4 horas, onde foi extirpado um tumor de 3-4 centímetros na base do crânio. Pela graça de Deus, a operação teve êxito e a minha mãe continua no hospital em recuperação. Louvamos a Deus pela forma maravilhosa com que Ele tem operado em tudo isto. A família está firmada no Senhor e ontem eu pude fazer uma oração de agradecimento a Deus no hospital.
Seguramente, outras lutas virão, raios, quimio, porém estamos felizes por saber que o nosso Deus esta no controle da situação.
Eu estarei aqui até a Quarta-Feira 24, quando voltarei para a África, onde está a minha família. Peço as orações para que o Senhor continue guiando a família e pela segurança da minha esposa e filhas que estão tão longe de mim.
Mais uma vez, obrigado pelas suas orações.
Em Cristo.
Miss.Carlos Vicente

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Publicado pelo Forum | 15 de June, 2009

FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS
Junho 2009

1. EXPERIÊNCIA DE UMA MISSIONÁRIA SOLTEIRA
2. CUIDADO DOS MISSIONÁRIOS SOLTEIROS Antonia Leonora van der Meer
3. ENCONTRO REGIONAL DO CONPLEI EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO
4. PEDIDO DE ORAÇÃO

* Correção do último Fórum, ponto 2, quanto à AMTB, ao invés de Associação Missionária Transcultural Brasileira, leia-se Associação de Missões Transculturais Brasileiras.

1. EXPERIÊNCIA DE UMA MISSIONÁRIA SOLTEIRA

Mais uma vez, peço desculpa pela demora em te escrever, mas agora te envio um breve relato do que foi a experiência, para mim, como solteira no campo missionário.

Fui para o Sudeste Asiático com 28 anos. Fiz treinamento transcultural com um grupo de uma solteira e dois casais e tivemos a oportunidade de ouvir a experiência no campo de 2 missionárias solteiras. Uma delas foi especialmente convidada para abordar esse tema (a Tonica).

No campo convivi com rapazes e moças solteiros brasileiros e alguns de outra nacionalidade que faziam parte de meu círculo de amigos.
Em duas ocasiões distintas fui assediada por homens de outra nacionalidade ao saberem que eu era brasileira, uma no mercado e outra em uma lan house, a partir desse ocorrido passei a falar a língua local ou inglês, em locais públicos, para não identificarem minha nacionalidade. Isso aconteceu mesmo eu usando trajes locais e discretos.

É possível que a imagem da mulher brasileira no exterior esteja desgastada e exposta demais e esse tenha sido o motivo dos assédios descritos acima.

Na convivência com os missionários e missionárias solteiros era perceptível muitas vezes a solidão e a saudade da família no Brasil, o que a longo prazo poderia se tornar um perigo, pois a “carência” começa a tomar conta das conversas e até do dia a dia. Em nossa missão éramos incentivados a estar com outros solteiros em situações coletivas, isto é, nunca um rapaz e uma moça sozinhos em casa ou em outro lugar, mesmo sendo da mesma nacionalidade e amigos. E o encontro de jovens solteiros era desestimulado por causa da cultura local.

Uma das idéias para ter um círculo social além dos colegas de missão foi organizar uma “festinha” entre moças de nacionalidades diferentes. A proposta foi cada uma levar algo do seu país e se possível preparar ou levar algo de comer de sua Nação. As “restrições” de estar com pessoas do sexo oposto se davam principalmente pela questão social do país.

Algumas brasileiras acharam que isso era irrelevante e mantiveram o comportamento que teriam no Brasil, infelizmente não eram bem vistas pela comunidade (além de missionários brasileiros havia profissionais liberais brasileiros não cristãos prestando ajuda humanitária e o comportamento era muito visado e comentado juntamente com os cubanos e os portugueses).

Em resumo, foi um tempo maravilhoso e enriquecedor e também pude perceber a concepção errônea que os homens estrangeiros tem a respeito de brasileiras, possivelmente por causa das novelas e a propaganda do Carnaval. E também vi o quanto pode ser traiçoeira a solidão, amizades devem ser estimuladas principalmente em países em que socialmente há restrições de amizade com pessoas do sexo oposto.

Acho que é isso! Caso algo não tenha ficado claro, por favor me escreva para tirar dúvidas estou a sua disposição! Ah! Se possível gostaria de não ser identificada no texto.

Um abraço afetuoso,

Uma amiga sua

2. CUIDADO DOS MISSIONÁRIOS SOLTEIROS
Antonia Leonora van der Meer
Quais são as lutas, as alegrias, as vantagens e as desvantagens de viver como missio-nário solteiro em outra cultura? Como podem ajudar uns aos outros, como devemos lhes dar o apoio necessário? Quais são as áreas de maior tensão e vulnerabilidade?
Vamos refletir honestamente sobre as dores/carências e também sobre as vantagens da vida do/a missionário/a solteiro/a. Saber das suas lutas nos ajuda a compreender que são seres humanos que enfrentam dificuldades normais. Ouvir a reflexão positiva deles/as nos ajuda a descobrir aspectos positivos nessa caminhada.
Muitos não tem convicção do dom do celibato, mas o compromisso com sua própria vocação resulta na manutenção da sua situação de solteira. Isso pode causar conflitos emocionais: a falta da parceria do companheiro, a falta de filhos, e uma maior carência emocional/ vulnerabilidade que pode trazer outras dificuldades:
a. Você é uma anomalia, algo que não existe naquela sociedade. Através do ministério pode desenvolver bons relacionamentos, mas continua a ser algo estranho. Em Angola o povo me perguntava: você é casada? Ao responder que não, perguntavam: Quantos filhos você tem? Se dizia: nenhum, ficavam com pena, respondiam: Deixou eles no Brasil, não é?
b. Muitas agências missionárias se preocupam com a moradia apropriada dos casados, mas não dos solteiros/as. Esses podem viver de qualquer jeito, ou podem mudar quantas vezes for necessário para acomodar primeiro os casais. Mas os solteiros também precisam estar bem, ter seu cantinho e se sentir em casa. Muitas vezes as solteiras vivem juntas e isso pode trazer tensões, por personalidades e hábitos diferentes, e porque as companheiras são passageiras. Mas a convivência também pode ser uma oportunidade de aprender a ter paciência, a dar espaço para uma outra pessoa, a compreender sua maneira de ser. Choques iniciais podem ser superados através do compartilhar honesto, em amor, e da oração em conjunto.
A pessoa solteira deve evitar curtir a solidão, e o melhor remédio é se dar em amor para outras pessoas que sofrem, que precisam de nossa atenção. Se não fosse pelos doentes dos hospitais de Luanda eu teria sofrido muito a falta dos pais e familiares por ocasião do Natal. Depois de alguns anos, passando o Natal vivendo alguns momentos de alegria e fraternidade com os doentes no hospital tornou-se uma satisfação muito maior.
Há missionárias que esperam que os impulsos sexuais desapareçam quando nos dedicamos totalmente ao Senhor, e aceitamos o estado de ser solteira como a vontade de Deus para nós (pelo menos para o momento). Não desaparecem! Se somos pessoas normais vamos continuar a sentir atração sexual, e devemos aprender a conviver com isso. É bom reafirmar de vez em quando a disposição à castidade, por amor a Deus, numa vida de serviço, em obediência a Ele. E aceitar os impulsos sexuais como sinais de que somos pessoas perfeitamente normais.
Precisamos evitar situações em que a tentação possa se tornar muito forte, e caso estas surgirem involuntariamente, manter firme o nosso propósito de ser fiel em nossa obediência à vontade de Deus. Podemos resistir, e escapar.
Houve casos em que missionários solitários desenvolveram relacionamentos homossexuais, por causa de solidão, sentimentos de fracasso e a necessidade tremenda de pertencer a alguém. E ficam tão perturbados/as com a situação que não têm coragem de pedir ajuda, e procuram esconder o problema. Por isso é importante o cuidado pastoral para os missionários, para ajudar as pessoas a sair destas ou de outras situações. Outra tentação não menos perniciosa (e não só para solteiros) é o envolvimento com pornografia pela Internet.
Surgem oportunidades de casamentos transculturais com pessoas de outras culturas. Isso pode ser uma bênção de Deus, mas também traz novas tensões. A família, a terra e a cultura do marido/esposa vai influenciar o relacionamento e pode trazer lutas e frustrações. Quando se trata de casamentos com nacionais é necessário conhecer bem a pessoa. Seria bom receber a ajuda de alguns líderes nacionais e da missão, antes de tomar uma decisão. Tem havido muito sofrimento causado por tais casamentos, se bem que há também exemplos de casais harmoniosos.
O que a igreja pode fazer para cuidar de seus/suas missionários/as solteiras? Que tipo de acompanhamento pastoral pode disponibilizar? Como se manter sensível às lutas e tentações que enfrentam? Devia se formar um grupo pequeno de confiança, ou pelo menos uma ou duas pessoas que realmente oram, escrevem, se interessam. Isso pode ajudar bastante.
[* Esta é apenas uma parte da palestra apresentada na consulta de Abril de 2009 em BH]

3. ENCONTRO REGIONAL DO CONPLEI EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO

Os encontros indígenas promovidos pelo CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) têm sido momentos de despertamento, testemunho e encorajamento na Palavra para muitas etnias no Brasil. Motivo de louvor.

No CONPLEI 2008 mais de 1.200 pessoas de 49 etnias estiveram juntas para partilhar do que o Senhor havia feito em suas vidas aqui no Amazonas.

Agora em 2009 haverá um encontro Regional do CONPLEI em Santa Isabel do Rio Negro. Há expectativa de cerca de 1.000 indígenas para aqueles dias em julho. Os irmãos estão se preparando, tirando palha, organizando os alojamentos, providenciando peixe e caça e orando para que todos cheguem em segurança e tenham dias bons.
Pedem nossas orações por segurança nos preparativos (caça, pesca, busca por palha), também por segurança para aqueles que virão de longe, de canoa e barco. Por fim, por provisão do Senhor para alguns ítens importantes que ainda faltam como alimentação e lona para cobertura de alguns alojamentos. Caso você queira de envolver favor escrever para o conpleinorte@hotmail.com.
Oremos juntos por esta relevante iniciativa. Uma das ações missionárias mais estratégicas em relação aos povos do Brasil é justamente apoiar a Igreja Indígena que cresce.
Em Cristo,
Ronaldo Lidório
4. PEDIDO DE ORAÇÃO
Queridos,

Além de orarmos pelo COMPLEI, vejam abaixo o pedido de oração de nosso amigo missionário Vicente (OM) na áfrica do Sul que passa por momento difícil.

“Amados Irmãos, por favor se você pode repassar o pedido de oração em favor da minha mãe. Ela esta na Argentina. Foi detectado um tumor na cabeça pelas fortes dores que ela sofria, já foi feito uma ressonância na cabeça e ela precisa operar o mais rápido possivel, sendo ela já de 79 anos e uma operação muito delicada. Estando nos na África do Sul e ela na Argentina rogo pelas orações dos amados Irmãos.
Um grande abraço e bênçãos do Senhor.
Seu irmão em Cristo.
Miss. Vicente e Familia”
* Encaminhado por Ronald Cabral

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FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS Maio 2009

Publicado pelo Forum | 15 de May, 2009

1.       SOBRE NOSSA CONSULTA EM BH

2.       AGORA ORGANIZADA:  A CIM VINCULADA À AMTB

3.       TESTEMUNHO SOBRE USO DE CIER (EDUCAÇÃO DOS FILHOS)

4.       ASSUNTOS QUE AINDA QUEREMOS ABORDAR EM 2009

______________________________

1.       SOBRE NOSSA CONSULTA EM BH

2.       Cuidado Integral do Missionário: CIM – AMTB

ACONTECEU A CONSULTA DO CIM

Nos dias 18 a 21 de Abril, aconteceu em Belo Horizonte, na sede da JAMI, a consulta do CIM. Na ocasião tivemos a participação de Pastores, Missionários, Diretores Executivos de Agências/Juntas, Cuidadores de Missionários, Diretores de Escolas de Missões, Secretários de Missões, Líderes de Depto/Conselho/ Missionário de igrejas locais.

Na  Consulta tivemos a presença de representantes de 19  agências  e/ou organizações: ALEM, AME, AMEM (WECBrasil), AMIDE, Antioquia, BASE, CEMCIBI, Interserve, JAMI, JUVEP, MAEB Oásis, META, MIAF, MISPA, OM, SEPAL, SERVOS, UESA.

Tivemos várias palestras. Citaremos algumas:

1.   CUIDADO DOS MISSIONÁRIOS SOLTEIROS – Por Antonia Leonora van der Meer (Tonica), missionária, diretora doCEM e  uma das fundadoras e membro do Conselho Deliberativo do  CIM. Ela abordou: As lutas, as alegrias, as vantagens e as desvantagens de viver como missionário solteiro em outra cultura e as áreas de maior tensão e vulnerabilidade.

2.   CUIDADO DA SAÚDE DO MISSIONÁRIO – Por João Marcos Cardoso de Sousa – Psicólogo e membro do Conselho Deliberativo do CIM. Ele abordou como saúde integral três áreas, ou seja, os três estados do ser: 1º) Físico/corporal; 2º) Psíquico/mental; 3º) Espiritual.   “A visão da saúde integral da pessoa do missionário tem tomado uma representação de equivalência junto aos outros aspectos tão discutidos e valorizados dentro da logística da prática em Missões.”

3.   UM PERFIL PSICOLÓGICO SAUDÁVEL DO MISSIONÁRIO TRANSCULTURAL – Por Dr. William Bacheller (Bill) – Diretor do Ministério Oásis e membro do Conselho Deliberativo do CIM. Ele abordou seis elementos chaves de um perfil psicológico saudável: 1º) O ciclo do amor; 2º) Estabelecer e manter limites; 3º) Uma identidade sexual saudável (cristã); 4º) Uma auto-estima honesta; 5º) A tríade do perdão; 6º) Lidar bem com as emoções. (Você pode conseguir esta palestra no sitewww.ministeriooasis.org.br).

 

 


2. AGORA ORGANIZADA:  A CIM VINCULADA À AMTB

O QUE É O CIM – AMTB – Cuidado Integral do Missionário – Associação de Missões Transculturais Brasileiras

 

É uma associação de todas as forças missionárias (agências, igrejas, conselho missionários e missionários) que pretende promover o cuidado integral do missionário através da conscientização, treinamento e cuidado em si.

 QUAIS SÃO NOSSOS PROJETOS?

1.      Conscientizar igrejas enviadoras, agências e missionários através de Consultas (de 2 em 2 anos), de literatura, de cursos e palestras.

2.      Desenvolver literatura e material especializados nos seguintes assuntos:

a.       Treinamento para perseverar

b.      Cuidado do missionário (pré campo, no campo e pós campo)

c.       Prevenção contra o estresse e cuidado da saúde mental

d.      Cuidado dos Filhos dos Missionários

e.       E outros

3.      Promover uma rede global de Cuidado do missionário:

a.       Ajuda médica e dentária

b.      Lugar para descanso

c.       Visita ao campo

d.      Aconselhamento pastoral e psicológico

e.       Informações sobre direito internacional

f.       Etc

4.      Promover encontros de restauração para missionários e filhos de missionários

5.      Promover um ponto de encontro entre todos os envolvidos no CIM através de um fórum via e-mail e blog (http://cuidadointegral.info).

6.      Promover um ponto de encontro para todos os envolvidos no CIM através de um site (está em desenvolvimento) e de uma secretaria executiva (contato: cuidadomissionario.CIM@gmail.com).

CONHEÇA AS PESSOAS DO CIM:

CONSELHO DELIBERATIVO:

?        Antonia Leonora van der Meer – Tonica - tonica@cem.org.br

?        João Marcos Cardoso de Sousa - jcardososousa@gmail.com

?        Willian Bacheller – Bill - bbacheller@hotmail.com

?        Márcia Tôstes - mrast10@uol.com.br

?        Celi da Penha Santos – celi.cim@gmail.com

 

SECRETARIA EXECUTIVA:

?         Pr. Clói e Raquel Marques -  cuidadomissionario.cim@gmail.com

GRUPOS DE TRABALHO JÁ ESTABELECIDOS:

SITE: Ana Borquist, Asa Borquist, Bruce Borquist, Marta Carriker [Timóteo C], Raquel Marques [e Pr. Cloi], e Rodrigo.

 BLOG e FORUM DO CUIDADO PASTORAL: Marta Carriker

 FILHOS DE MISSIONÁRIOS: Alicia Macedo

 GRUPO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE: Elias Assis, Elizanete Araújo

 REVISÃO DE TEXTOS: Patrícia Feniman, Marta Carriker

 ORGANIZAÇÃO DO MANUAL (GUIA) - Tonica

 

 

 

?        Como surgiu o CIM:

(Por Antonia Leonora van der  Meer – Tonica)

 

?          Quando houve a primeira Consulta sobre o Cuidado Pastoral do Missionário, organizada pela AMTB e APMB, em Foz do Iguaçu, em 1999, um grupo de pessoas se sentiu bastante estimulado a se envolver com essa área específica da vida missionária. Fomos privilegiados com a presença de pessoas experientes como Kelly O’Donnel, Marjorie Foyle, Bill Taylor,  e outros. Márcia Tostes, João Marcos Cardoso de Sousa, Antonia Leonora van der Meer estiveram presentes e eles, já comprometidos com essa causa, ficaram muito inspirados e encorajados com o que ouviram e aprenderam. A partir daquela data começou a surgir, pouco a pouco, um grupo comprometido com o Cuidado Integral do Missionário.

?         Mesmo com o melhor apoio possível de sua igreja e agência, surgem situações difíceis que podem deixar os missionários confusos. Surge sobrecarga de trabalho, surgem relacionamentos desgastantes e outras dificuldades imprevisíveis e para as quais muitos não esperam ter que lidar. Chega uma hora em que ele, o missionário, precisa de cuidado pastoral, ou psicológico, aconselhamento, precisa de momentos de restauração e de repouso. E é por isso que a ABCIM-Associação Brasileira de Cuidado Integral do Missionário- foi criada e o CIM procura servir os missionários, de qualquer campo, agência/junta ou igreja, dentro e fora do Brasil.

?         Pessoas do CIM têm trabalhado no preparo do missionário pré-campo, têm visitado missionários no campo, têm organizado encontros de restauração para missionários, têm praticado o “debriefing”,  i.é., um “ouvir ” focalizado nas experiências e lutas do missionário, uma oportunidade para  o desabafo e o expressar de suas dúvidas, dores, medos e angústias. Além disso, temos organizado consultas para líderes que querem cuidar melhor de seus missionários. Tem sido também  publicado um fórum, por e-mail, com artigos para orientar e inspirar pessoas que querem cuidar de missionários, e até os próprios missionários. Temos alguns endereços onde missionários cansados podem ir e passar um tempo para repouso, recebendo apoio pastoral. Promovemos a publicação, pela Descoberta, do livro O Cuidado Integral do Missionário, uma versão adaptado do original em inglês, editado pelo Kelly O’Donnel, e mais recentemente o livro Missionários Feridos: Como Cuidar dos que Servem, por Antonia Leonora van der Meer, publicado pela Ultimato. Algumas pessoas do CIM têm pensando no apoio mais específico a aos filhos de missionários. A presença de filhos de missionários é um ponto importante na vida missionária e exige um cuidado intencional para eles.

?         O CIM é composto por missionários experientes, por líderes de agências, por pastores, treinadores, e psicólogos. Quem deseja mais informações, por favor, entre em contato conosco (endereços abaixo).

  

?         Não prometemos oferecer a solução para os problemas, mas faremos o possível para ajudar. Juntos podemos somar forças para responder alegre e saudavelmente o chamado Daquele, que em nós, é a esperança da glória.



 
Pr. Clói e Raquel Marques (secretarios executivos) 
Associação Brasileira do Cuidado Integral do Missionário – AB CIM – AMTB
E-
MAIL: cuidadomissionario.cim@gmail.com 
BLOG: http://cuidadointegral.info/
MSN: cuidadomissionario.cim@gmail.com 
SKYPE: cim.cuidado.missionario

CONTATO:

E-MAIL: cuidadomissionario.CIM@gmail.com

BLOG: http://cuidadointegral.info

Você que participou… Deus o abençõe.

Ajude-nos a divulgar, enviando e-mais de pessoas que você acha importante receber informações do CIM. 

Logo enviaremos mais informações sobre como associar-se, outras colaborações e artigos. 
 
 
 

3. TESTEMUNHO SOBRE USO DO CIER


Paz.

Com relação a educação de FMs, nós também utilizamos o CIER. Nossas 2 filhas já sairam do Brasil com 12 e 13 anos. na verdade, apesar de ter sido bem puxado, pois elas fizeram da 6a série do ensino fundamental ao 1o ano do ensino médio, realmente foi uma bênção pra nós, pois apesar de termos interrompido com o curso do Cier pra elas terem classe presencial na Australia, com objetivo de  melhorar o inglês e a sociabilidade com adolescentes da mesma faixa etária, já que nosso grupo todos eram bem acima da idade delas,  quando retornamos ao Brasil elas puderam fazer o exame de CPA
do Ministério de Educação para conclusão do 2o grau, e assim puderam prestar vestibular e passar claro, apesar de terem trancado,  sem problemas. Agora estão Cursando faculdade na 
Indonesia, nosso atual campo.
 
Abraços,
 
 
Família Alex da 
AME 

 

 4. ASSUNTOS QUE AINDA QUEREMOS ABORDAR EM 2009

 

Abaixo temos uma lista de assuntos que gostaríamos de abordar ainda em 2009.  Precisamos de sua colaboração.  Se desejar contribuir com uma opinião, informação ou comentário, escreva para marta.carriker@gmail.com  Peço que o tamanho seja pequeno, de mais ou menos uma página, levando em conta que este fórum é via e-mail.

 

1.  Maior atenção aos missionários solteiros

2.  Reentrada – Inexistente na maioria das igrejas

3.  Negação dos missionários de que estão em choque no retorno

4.  A importância de aprender a língua do povo no país de ministério

5.  Treinamento profissional antes de ir a campos “fechados” para obreiros

6.  Missionários no campo, sem preparo

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FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS Abril de 2009

Publicado pelo Forum | 11 de May, 2009

1. SOBRE ESCOLAS COOPERATIVAS PARA FILHOS DE MISSIONÁRIOS

2 CONVOCAÇÃO PARA UM FÓRUM QUE ATUALIZARÁ BANCO DE DADOS SOBRE TRABALHO COM INDÍGENAS NO BRASIL

 

Escolas Cooperativas

 

 ”Educare”, Março 2009 produzido por Steve and Gill Bryant. stevegill@mkea.freeserve.co.uk

 


Escolas cooperativas são um fenômeno crescente no mundo de missões. Isto é, em parte devido à ênfase crescente de equipes multinacionais na missão e de cooperação entre organizações no desenvolvimento de novas áreas de trabalho. Existem ainda muitas áreas em que escola interna não é uma boa opção, até os filhos estarem na adolescência, devido à enorme distância de viagem envolvida. Também, com o crescimento contínuo de educação em casa (Home Schooling), muitos pais reconhecem a necessidade de socialização que uma escola cooperativa poderia oferecer, mantendo a sua própria escolha de materiais e programas.
Convidamos Deanna, mãe de quatro filhos, para contribuir nesta edição, informando-nos como tem sido seu envolvimento na criação e desenvolvimento de duas escolas cooperativas diferentes, a partir do momento em que ela mesma viveu essa necessidade com seus filhos.

 

P Quantas pessoas estavam envolvidas nas escolas cooperativas com que você trabalhou?
R Na primeira, inicialmente tinha uma dúzia de famílias, agora, a escola cresceu e hoje tem cerca de 200 alunos. Na segunda, foi somente 4 famílias para iniciar e cresceu para 8, no máximo.

P Quais foram os seus papéis dentro das escolas cooperativas?
R Na primeira eu era um membro do conselho fundador, liderei várias comissões, e dei algumas aulas como professora substituta. Na segunda eu fui novamente membro fundador do conselho, com um título diferente, trabalhando principalmente no planejamento do currículo e supervisão dos professores.

P Como era a estrutura formal das escolas? Você tinha um acordo “Constitucional”, escrito, com descrições de funções?
R A primeira teve um desenvolvimento gradual, até tinha uma estrutura bastante formal devido ao seu crescimento em tamanho. A segunda permaneceu pequena com um máximo de 16 alunos, então nunca teve uma constituição formal, mas teve descrições de funções e um manual escolar, e no final produzimos um manual para os funcionários.

 

P Quais são as vantagens para você, como família, de ser parte da escola cooperativa? Você vê quaisquer outras vantagens em geral de outras escolas cooperativas?
R A primeira foi uma influência estabilizadora nas vidas de nossos filhos, vida turbulenta durante alguns anos do nosso ministério. Foi muito útil enquanto eu tinha duas crianças pequenas em casa, para ser dispensada da responsabilidade de ensinar meus dois mais velhos em casa. Por estarmos envolvidos nas fases iniciais da escola, fomos capazes de contribuir de forma  importante na filosofia, finanças e gestão da escola. Por exemplo, quisemos manter os custos reduzidos e, embora a cooperativa fosse pequena, nós conseguimos.
A segunda escola forneceu uma influência cristã, professores e amigos cristãos, durante os anos importantes de desenvolvimento e adolescência dos nossos filhos. Estávamos vivendo em um local mais isolado onde eles não tinham amigos locais cristãos e onde não havia uma igreja forte e nem um grupo de jovens.


P Que tipo de desafios você teve que enfrentar, mas superou razoavelmente bem?
R A quantidade de tempo que é necessária para investir na criação e funcionamento de uma escola, durante o período inicial, exigia uma quantidade considerável do meu tempo. Mas, com quatro crianças, sabíamos que este seria o caso, qualquer que fossem nossas opções educacionais. Tivemos que considerar o tempo de viagem para a escola e o custo em contraposição aos efeitos da nossa localização em nosso ministério. Quando os nossos meninos cresceram, eles já podiam pegar o transporte coletivo para ir à escola, e isso não só economizou dinheiro, mas também cultivou sua independência e confiança.

P Quais foram as possíveis desvantagens para você? Você já viu algumas outras desvantagens noutros locais que não afetaram você?

R Existe um problema de falta de integração na cultura local. No momento em que começamos a escola cooperativa, não tínhamos visto de residência, então nossos filhos não podiam freqüentar a escola local. Uma vez que conseguimos visto de residência, mudamos os nossos filhos para as escolas locais e a recepção entre os nossos vizinhos de classe média foi muito melhor. Nossos filhos aprenderam a língua local e se adaptaram melhor à cultura, uma vez que estavam na escola local, mas isso, por sua vez, criou outros desafios!
Nos meus 18 anos de experiência, geralmente vimos que a maioria dos estudantes melhoram muito seu desempenho quando passam para a educação superior. Vimos também um número menor de alunos com dificuldades acadêmicas na nossa escola – principalmente porque os padrões acadêmicos talvez fossem muito exigentes para eles. É interessante que estes mesmos alunos tiveram um desempenho acima da média na escola quando voltaram ao seu país de passaporte. Não sei como lidar com isso, queremos ajudar os nossos filhos a fazerem o seu melhor, mas há uma preocupação que haja flexibilidade e espaço para os estudantes com habilidades acadêmicas médias.
A escola cresceu e se fosse necessário um estatuto jurídico os custos aumentariam. Nós não teríamos sido capazes de enviar os nossos filhos, com o custo das aulas.
Como ambas as escolas cresceram e incluíram mais pais não-nativos em Inglês, a responsabilidade para a escola não era tão compartilhada. Os que falavam Inglês tiveram de aceitar mais responsabilidade de ensino, recrutamento e liderança, devido às limitações de língua.
Inicialmente, criamos duas pequenas escolas locais, que mais tarde foram descontinuadas, principalmente por razões financeiras. Acho que se tivéssemos uma escola começando agora iríamos explorar opções para incentivar a disseminação do trabalho tanto quanto possível.

 

P Como estão as suas escolas agora?
R A primeira continua a crescer, e aumentar o que eles podem oferecer aos estudantes. A segunda fechou, pois as famílias envolvidas mudaram para fora da área e algumas famílias preferiram fazer “Home Schooling” individualmente.

Muitas famílias cuja língua materna não é o Inglês desejam enviar seus filhos a uma escola cooperativa para que aprendam inglês, por verem essa língua como uma importante língua para o futuro. Eles também querem o lado social da escola pois muitos deles são de países onde “Home Schooling” é ilegal ou muito incomum.

 

P Como você acomodará as crianças para quem o Inglês não é a língua materna, e que tipo de papel podem ter os pais numa tal escola cooperativa?
R Tentamos colocar alguns dos alunos adolescentes que falam inglês
como professores dessa lingual para as crianças que precisavam aprender inglês, a fim de participar na escola. Tentamos identificar pais e suas respectivas competências que tinham interesse em participar na escola. Alguns pais não-falantes de inglês sentiram-se intimidados de se envolver na escola e, por vezes, excluídos do processo de decisões como um resultado. Alguns ajudaram na biblioteca, servindo como assistentes aos professores nas classes, ensinando música, arte e as línguas estrangeiras e ajudaram em eventos especiais como dias de esportes, formatura, programa de Natal e outros.

 

 

P Vocês ofereciam oportunidade para professores do seu país de origem, além dos pais? Se o faziam, quais vantagens e desafios que isso trouxe?
R Trouxemos professores de fora e até mesmo estudantes universitários, a quem treinamos. Isto exigiu um grande investimento inicial de tempo, mas vários desses estudantes universitários retornaram
como pessoal de longo prazo, por isso, sentimos que valeu a pena.
Foi um desafio a cada ano para cultivar uma atmosfera positiva na escola, especialmente entre os professores e a cultura local e linguagem. Isto exigiu o envolvimento dos pais na orientação, resolução de conflitos e cuidado pastoral dos professores (alem das ‘lutas’ com alunos). Também tentamos permitir que os funcionários tivessem tempo e flexibilidade para fazer algum estudo da língua local e ter envolvimento local. Naturalmente, os professores que formaram laços mais fortes com o povo local tenderam a ser os que voltaram a longo prazo
como obreiros (embora não necessariamente com a escola).
Com a primeira escola,
como a necessidade de mais professores especializados aumentou, fomos forçados a fornecer mais benefícios financeiros, a fim de satisfazer as necessidades da escola.

P Como você decidiu qual tipo de currículo usar? Foi por decisão individual com variadas opções, foi por consenso; algumas famílias sentiram pressão para se conformar com as escolhas feitas por outras pessoas? Você viu a influência de famílias neste processo de escolha forçando para escolher currículos até pobres e assim afetar outras nas escolhas?
R Inicialmente decisões eram tomadas por consenso do conselho ou comitê de currículo, mas, com o tempo, os professores queriam e precisavam ter mais voz nas decisões. Eles geralmente tinham mais formação e experiência do que os pais, mas, evidentemente a freqüente rotatividade de professores fez que eles freqüentemente tivessem idéias diferentes dos professors anteriores. Aprendemos através de algumas escolhas ruins e tivermos de corrigir, pagando por isso.

 

 

 

P Que conselhos você iria dar para quaisquer novos grupos de famílias ao olharem para esta opção de escola cooperativa?
R Tentamos encorajar novas famílias a explorar opções de escola local primeiro, se possível, especialmente durante o ensino fundamental. Agora que nossas crianças estão na universidade estamos convencidos de que sua educação não sofreu, mas se beneficiou de seus anos nas escolas de língua local. Cada família tem de decidir quais questões são mais importantes para eles e
como essas se encaixam no que outros estão considerando (tipo formar uma escola cooperativa).

P Você vê qualquer valor em escola via satélite com uma escola maior? Seria útil modelar o currículo em uma escola de cidade maior para que as crianças sejam capazes de transferir se for o caso?
R Nós exploramos essa possibilidade, mas as escolas maiores em nosso país não tinham os recursos humanos para oferecer-nos ajuda além de alguma documentação. Poderíamos ter seguido seu currículo e talvez evitado alguns erros que fizemos, mas teríamos perdido a flexibilidade e aumentado os custos.
Encontrar famílias “adotivas” para hospedar estudantes adolescentes na capital tem ajudado alguns a continuar seu ministério em áreas isoladas.

 

 

P Há qualquer outro conselho ou comentários sobre as escolas cooperativas que você possa nos dar? 
R Em nossa experiência, cuidar da unidade das famílias foi uma questão importante, e penso que a nossa unidade espiritual teve mais impacto na nossa escola do que o êxito particular dos professores, o do currículo ou das finanças. Você sempre terá expectativas diferentes, provavelmente terá alguns professores fracos, e você sempre comete erros e têm conflitos. Mas passamos um bom tempo orando juntos e nos conhecemos bem o suficiente, e assim, quando tivemos divergências ou problemas, fomos capazes de trabalhar juntos para resolvê-los. Eu acho que foi necessário um espírito de equipe – uma visão de trabalho em conjunto no sentido de ter um mesmo ideal ou objetivo. Mesmo não tendo nomeado um líder, alguém naturalmente apareceu, capaz e disposto a liderar, e os outros apreciaram e apoiaram essa pessoa. Executar uma cooperativa exige muita comunicação, especialmente entre as diferentes nacionalidades para entender os valores de cada um.

 

 

 

 

Queridos irmãos, 
 
Deus os abençoe e guarde.
 
As pesquisas étnicas têm caminhado de forma frutífera no movimento missionário evangélico brasileiro. Rinaldo de Mattos, Isaac Souza, Osvaldo Álvares, Ted Limpic, Enoque Faria, Paulo Bottrel, entre outros, desenvolveram com competência esta pesquisa que é levada adiante pelo Departamento para Assuntos Indígenas da AMTB.
 
A pedido do Departamento estou continuando o trabalho de atualização do Banco de Dados com o objetivo de apresentar as conclusões no fórum em setembro (15 a 18).
O objetivo do Departamento é termos ali um tempo para revisarmos juntos os dados e oficializarmos os resultados finais
como a estatística da AMTB para as questões indígenas. Também trabalharmos algumas questões estratégicas.
 
Com a preciosa participação do Richard Eger (MNTB), Stan Arnonby (
SIL), Moisés Chagas (Instituto Antropos) e Henrique Terena (CONPLEI) temos caminhado bem neste objetivo de atualização, graças a Deus.
 
Como todos nós bem sabemos o Banco de Dados é uma área importante e estratégica para o movimento missionário no Brasil Indígena.
 
Meu pedido é pela participação das Agências missionárias, no envio de pessoas chaves (que tenham interesse ou atuem nesta área de pesquisa) ao Fórum em setembro a fim de termos uma boa oficina para análise e revisão dos dados. Se tiverem sugestões ou dados que queiram partilhar favor trazerem pois teremos tempo para tal.
 
Após a oficina para revisão dos dados o Departamento para Assuntos Indígenas planeja uma boa divulgação do presente quadro para a Igreja Brasileira para mobilizar oração e mais missionários. 
 
Os dados nos quais estamos trabalhando e que serão apresentados são nas seguintes categorias:
 
Etnias (listagem alfabética)

·  Etnias Isoladas

·  Etnias Ressurgidas

·  Etnias extintas ou em extinção

·  Etnias com informações estatísticas/estratégicas

·  Etnias sem informações estatísticas/estratégicas

·  Locais e Populações

·  Códigos ISO internacional (em sintonia com o Ethnologue)

·  Famílias e Línguas

·  Outros nomes (étnicos)

·  Etnias sem presença missionária

·  Etnias sem presença evangélica (onde não há convertidos do próprio grupo)

·  Línguas onde o idioma tradicional é plenamente utilizado

·  Línguas onde se fala o Português  (bilingüismo ou semilinguismo)

·  Projetos de tradução bíblica em andamento

·  Línguas com clara certeza de necessidade de novo projeto de tradução

·  Línguas a avaliar a necessidade de projeto de tradução
 

Agradecemos de antemão a participação de todos. 
 
Fico a disposição para trocarmos idéias e também dados nesta processo de atualização.
 
Grande abraço.
 
Ronaldo Lidório
ronaldo.lidorio@terra.com.br  
 
Departamento para Assuntos Indígenas da AMTB

Diretor: Rocindes Corrêa
Diretor Adjunto: Edward Luz
Coordenador de Comunicação: Cassiano Luz
Coordenador de Pesquisas: Ronaldo Lidório

Email para contato: indigena@amtb.org.br

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FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS Março de 2009

Publicado pelo Forum | 11 de May, 2009

 

1.      PERFIL DE UM FILHO DE MISSIONÁRIOS BRASILEIROS

                                                                     Cláudia Limpic

2.      FILHOS DE MISSIONÁRIOS OU OBREIROS

4.      MINISTÉRIO COM FILHOS DE MISSIONÁRIOS

5.      UM COCHICHO                                 Marta Carriker

______________________________________________________________
 
1. PERFIL DE UM FILHO DE MISSIONÁRIOS BRASILEIROS
                                                                       Cláudia Limpic
                                                                                                                                                                        
Aqui esta o perfil do FM Brasileiro  que eu escrevi se pode ser útil e os pedidos de oração dos obreiros latinos no campo!
 Essa é a história de um filho de missionários brasileiros e como essa experiência foi usada para formar sua vida.  Apresentou vantagens e desafios resultantes de ter crescido em 4 países diferentes em 22 anos.
 
Ainda bebê foi com a família para o campo missionário e sentiu forte impacto por seus pais ficarem estressados nas adaptações à língua e à cultural local. O pai viajava muito o que intensificou as dificuldades que ele passava.  Tendo que se expressar em 4 línguas começou a reagir agressivamente como resposta aos medos que sentia e a tantas mudanças de ambiente.  Ele cresceu em um país onde não havia igreja ou contato com outros cristãos.  Depois de mudarem para outro país conheceram alguns cristãos, mas eram tão fracos na fé e se comportavam como as outras pessoas não cristãs, que ele continuou a sentir muito só.
 
Tendo de viver e se adaptar nos 4 países com línguas e culturas distintas criou uma sensação de falta de identidade, não sabia distinguir qual cultura estava certa e quem ele era e passou por uma batalha interior tentando descobrir de onde e quem ele era de verdade .  De fato, ele era parte de 4 países distintos com traços de cada um.  Mas ele não conseguia reconhecer esse fato e se sentia isolado, espiritual e emocionalmente só e sem ninguém com quem pudesse compartilhar seus sentimentos e frustrações. Quando surgiu  uma oportunidade para se abrir, ele estava tão acostumado a ficar calado que não conseguiu. Ele questionava o que estava errado com ele por não ter conseguido expressar suas inquietações.  Era difícil, e o único amigo que ele tinha (também filho de missionário, de outra nacionalidade) viajava muito e portanto constantemente estavam distantes .  Uma parte dessa aprendizagem dos países e culturas distintas tinha um lado negativo.  Ele descobriu que era perito em usar máscaras com medo de ser rejeitado.   Ele as encaixava dependendo dos lugares mas sentia que nunca era ele mesmo.  Ele sofreu por preconceito e racismo em uma escola nacional e foi ameaçado e mal tratado só por ser um imigrante.
 
No lado positivo, acredita que viajar tanto trouxe boas experiências para ele e o fez ser mais independente e maduro, mais adaptável para viver em outro lugar do mundo.  Ele adquiriu um interesse por aventura e pela descoberta de novos lugares.  Até hoje mantém contato com pessoas onde ele conheceu e com quem viveu algum tempo.  Está aprendendo a ser mais reflexivo procurando entender o que acontece dentro dele e processar melhor os acontecimentos e sentimentos.  Ter essa experiência de ser um filho de missionário (FM) o ajudou a ser mais sensível às experiências e dores de outros.  
 
Ele estudou em escolas nacionais em 5 línguas diferentes. Essa é uma experiência muito positiva, que o ajudou a mergulhar em culturas novas e o levou a aprender a se comunicar bem na língua de cada povo.  Ele percebeu que muitos FM que fizeram escola à distância, em casa, ficaram isolados e nunca chegaram a se sentir parte da cultura do país onde moram ou moraram, tiveram pouco contato com nacionais e com a capacidade lingüística limitida para se relacionar.
 
Em geral, os pontos negativos que ele reconhece como desafios de ser FM resultou em: falta de confiança, sentimento de rejeição e raiva através dos anos.
 
Os pontos positivos que adquiriu são: um caráter mais forte, habilidade de focalizar, senso de independência, capacidade de trabalhar muito para realizar seus sonhos, um relacionamento com Deus mais forte, flexibilidade, a capacidade de adaptação a várias culturas e países.
 
Ele apreciou muito o apoio e carinho que as pessoas demostraram para ele e sua familia através de: visitas, presentes (CDs. DVDs, filmes, revistas, etc) e cuidado.  Mesmo não conhecendo as pessoas que os visitaram ou enviaram algum tipo de lembrança, sentiu que alguém se importava com ele e sua família e não estavam esquecidos no mundo em um lugar distante.  
 
Ele disse que a chave para que os FM percebam que não estão sós em suas situações é reconhecer que há muitos outros passando pela mesma coisa no mundo todo. O conhecimento deste fato dá aos FM uma perspectiva mais ampla do mundo e lhes ensina que eles fazem parte do mundo, mas a vida deles não é o mundo.

 

Motivos de oração pelos filhos de missionários

 
Desafios no campo:
 
*As saudades por estar longe de seus parentes: avós, tios, primos…
 
*A escola:
Múltiplas línguas
Disciplina dura
Exclusão ou preconceito por causa da religião diferente
Não ter amigos
Sentir-se diferente de todos
Dias longos na escola e para os estudos
Falta da preparo na língua portuguesa para voltar ao Brasil
Maioria das escolas inacessíveis financeiramente
 
*Coração dividido; sempre têm saudades do país onde não estão, e não se sentem em casa em nenhum lugar
 
*Falta de uma igreja, escola dominical e amigos cristãos
 
*Falta de lugar para praticar esportes
 
*Falta de recursos, como livros, programas de computador e CDs cristãos
 
*Pais ausentes ou estressados
 
*Obrigação de aprender a língua da equipe mesmo sendo diferente da língua do país do campo  (inglês/espanhol)
 
Desafios regressando para o Brasil:
 
*Não ter uma casa própria, tendo que viver sempre na casa dos outros e sentir que estão incomodando
 
*Sempre ser tratados como um estranho e não como alguém “normal”
 
*Entrar em um novo sistema e língua na escola
 
*A dificuldade de sair de novo e deixar todos os queridos

 
2. FILHOS DE MISSIONÁRIOS OU OBREIROS

 

 

 

Características comuns:
 

1.                    “Voluntários” São incluídos como crianças no movimento missionário ou nascem no campo. Participam do ministério dos pais.

2.                     Mobilidade – Enfrentam muitas mudanças, frequentemente com troca de cultura.

3.                    Desvinculamento  da família extensiva – Conhecem mal seus avós, tios, primos, que acabam se tornando distantes.

4.                    Sofrem com a família, quando há dificuldade de adaptação ou nas dificuldades do ministério (pagam o preço da cruz)

 
Ideal nesta situação:
 

1.      Família – Crescerem numa família saudável, amados pelos pais, sentindo-se prioridade para eles (pais comprometidos com a vida do lar), e conhecerem ao Senhor, aceitando a Cristo como Senhor de suas vidas.

2.     Igreja – A igreja deve levar a sério a experiência de filhos de missionários, assim como leva a sério a de seus pais.  A igreja deve antecipar as necessidades desta família, com relação à educação dos filhos e sua identidade cultural.

 
“Muitos jamais trocariam essa experiência fundamental de serem filhos de missionários.  Nem sempre foi fácil, tive que rever a experiência e reprocessá-la.
 
Baseado em Taylor, Guillermo. “Hijos de Quixotes:  La Realidad Particular de los Hijos de Misioneros”www.comibam.org/depart/cuidadopas/HDQ.htm   Acesso em 17/7/2008
 

4. MINISTÉRIO COM FILHOS DE MISSIONÁRIOS ( WEC BRASIL)   
Para informação dos interessados, existe um ministério da WEC Brasil que trabalha especificamente com filhos de missionários.   É o FLECHAS!  Quem quiser conhecer mais, acesse o site www.wecbrasil.com.br/flechas  Ou escreva para flechas.wecbrasil.mks@gmail.com 
“Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade…” Sl 127:4
5.  UM COCHICHO (de uma missionária que já é avó)   
                                                                                                        Marta Carriker
Pais missionários:
            Todas as crianças, todos os filhos em todo o mundo são especiais porque são herança de Deus.  Os seus, também!  As circunstâncias onde crescem nossos filhos importam, mas, mais que isso, importa nosso relacionamento com eles e o ambiente que nós mesmos criamos em nosso lar.  Então, lembrem-se:

1)     Eduquem seus filhos para participar da sociedade.  Se vocês forem amigáveis com as pessoas ao seu redor, seus filhos aprenderão que devemos nos importar com nossos próximos.  Se vocês falarem mal da cultura local, eles podem também desenvolver uma atitude distante e superior aos outros.  Ajudem-nos a pensar em como podem usar suas qualidades, dons de cada um, para participar da sociedade.  Ajudem-nos com sua educação.

2)     Não deixem que seus filhos se esqueçam do Brasil.  Uma das coisas mais difíceis para mim como mãe missionária foi tentar garantir que meus filhos fossem bilingues.  Em alguns momentos não eram.  Isso dificultava a comunicação com parentes e o relacionamento na escola.  Mas, eles aprendem rápido. Cabe a nós ajudá-los a manter os vínculos.

3)     Lembrem-se de que seus filhos também são objeto de sua missão.  Se vocês gastam tempo com outros e lhes ensinam a Palavra de Deus, gastem tempo também com seus filhos, sendo amigáveis e também lhes ensinando a Bíblia.

4)     As lembranças da infância são potentes.  Criem momentos especiais memoráveis, celebrações de vitórias, desafios para o seu crescimento pessoal, encorajamento e incentivo a tudo o que é bom.

5)     Não se desesperem com a rebeldia de seus filhos.  Até mesmo Deus teve um “filho rebelde”, Israel, (ou, quem sabe, um de nós mesmos) e Ele é fiel para cuidar dos pródigos.  Saiba que Ele já trouxe muitas ovelhinhas de volta em seus ombros.  Orem e confiem.

6)     Sejam agradecidos pelas inúmeras oportunidades diferentes que acontecem em suas vidas.  Ser missionário tem um grande fator de aventura, torna a vida mais difícil mas muito mais interessante.  Essa é a vida a que Deus os chamou, a recompensa são os frutos que um dia vocês conhecerão de fato, diante do trono de Deus.

 
Um abraço de quem ainda é mãe missionária, ainda ora por seus filhos diariamente, ainda confia que o melhor de Deus ainda virá.
                                                                   Marta

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FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS Fevereiro de 2009

Publicado pelo Forum | 11 de May, 2009

ÍNDICE

 

  1. CUIDADOS MISSIONÁRIOS:  PROVISÃO DE APOSENTADORIA                                       Margaretha Adiwardana
  2. APOSENTADORIA DE MISSIONÁRIOS – ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS                                Délnia e Emmanuel Bastos

 

Já reconhecemos, no Brasil, a necessidade de se planejar a aposentadoria de nossos missionários.  O tempo passa e a idade chega para todos.  Neste fórum temos o exemplo de duas agências misisonárias e como trataram desta questão.  Para os interessados, há um site de consulta para informações e para agendamento de serviços:  www.previdencia.gov.br   Para os que estão começando a contribuir, o número de anos mínimo para poder se aposentar é de 15 anos.  A idade varia para os homens 60 (trabalhador rural) a 65 (urbano) e para as mulheres 55 a 60 (mesmas categorias).  Contribuições para aposentadoria são individuais, portanto é necessária a contribuição para marido e mulher separadamente.  Vejam abaixo os exemplos.  Que Deus os abençoe com sabedoria! 

CUIDADOS MISSIONÁRIOS: PROVISÃO DE APOSENTADORIA

                                                                       Margaretha Adiwardana 

Quando trabalhava na Philips do Brasil, na década 70 a multinacional iniciou um programa de seguridade social privado – PSS, para os seus funcionários. Basicamente, os funcionários pagavam uma porcentagem do seu salário conforme a idade na época da adesão. Por exemplo, eu tinha 28 anos de idade, pagava ao PSS 2,8% do meu salário bruto, e a empresa pagava o mesmo valor. Quando o funcionário se aposentasse, continuaria a receber o mesmo valor salarial que recebia no momento da aposentadoria. Passaria a receber do PSS a complementação da diferença com o valor recebido mensalmente do então INPS, que era muito baixo.

Era algo inédito no país na época. O projeto foi implementado por exigência dos funcionários na matriz holandesa, que ficaram consternados com o valor de aposentadoria legal vigente na época no Brasil. 

Quando pedi demissão da empresa para ser obreira, recebi de volta com juros e correção monetária o que havia contribuído ao PSS. Mas o meu irmão que se aposentou pela Philips, e hoje é pastor, recebe o valor igual do salário que recebia.   

Não muito tempo depois de ser obreira, soube de alguns casos de obreiras brasileiras que chegaram à idade de se aposentar, voltando do campo, não tinham nem casa para morar nem sustento. A Igreja Brasileira estava engatinhando ainda nas missões, enviavam obreiros para preencher as necessidades por evangelização do mundo, mas não pensavam no futuro. Estavam lutando para completar e ser fiel no sustento mensal dos seus obreiros, mal podiam pensar em ter fundos para qualquer eventualidade além do sustento mensal e passagens aéreas.  

Hoje já nos desenvolvemos, já temos obreiros na idade de aposentadoria, para não dizer os que voltaram doentes, necessitando de cobertura de saúde e sustento contínuo de volta no país ou na sua cidade de origem. O plano de aposentadoria do INSS hoje está razoável, embora ainda não seja ideal, cobre as necessidades básicas de pessoas ou famílias sem filhos para custear. 

A prática da AME – Associação Missão Esperança é de fazer as igrejas dos seus obreiros os inscrever no INSS, usando como base pelo menos um salário mínimo para cada obreiro ainda jovem, não por família ou casal mas individualmente, aumentando o valor de acordo com a idade dos obreiros, mais próximos da aposentadoria. Isso independente da cobertura do plano de saúde e de seguro de viagens. O sustento do obreiro pode ser arcado em parceria com outras igrejas. Porém a contribuição ao INSS deve ser paga pela igreja do obreiro. Vale para os obreiros que trabalham no escritório na Base da AME também. Alguns dos nossos obreiros na Base tem a cobertura do INSS paga pela sua igreja, outros a AME registra na carteira e paga o valor em conformidade com os regulamentos do SEIBREF – Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas de São Paulo.                    

É a responsabilidade para garantir não só a continuidade do sustento após décadas de serviço à obra do Reino, como também na eventual necessidade de afastamento por doenças ou incapacidade.   

Para informação, voltando ao programa de Previdência de Seguridade Social da Philips, era tão bem administrado que teve fases quando havia dinheiro demais e procurou meios de investimentos para render lucros, aumentando os fundos recolhidos. Chegou a ser dono de alguns shoppings e do prédio da matriz, na época o prédio mais moderno de São Paulo. Poderia servir como modelo para as missões brasileiras? 

Vamos cuidar dos nossos como merecem e como devemos! 

Margaretha Adiwardana

                                                           

2. APOSENTADORIA DE MISSIONÁRIOS – ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS

                                                                            Emmanuel e Délnia Bastos 

Com o amadurecimento do movimento missionário brasileiro, todos estamos conscientes da importância de uma aposentadoria justa para nossos missionários. Ao passo que antigamente isso era considerado até mesmo pecado por alguns (poupar para o futuro), hoje é assunto aceito por todos nós. 

Na nossa agência, trabalhamos o orçamento total de cada parceiro com uma planilha do Excel, que contém sete sub-planilhas. Três sub-planilhas correspondem a cada ano que o missionário irá servir no campo no próximo termo (por exemplo: 2009, 2010 e 2011). Outras três sub-planilhas correspondem aos orçamentos domésticos relativos aos mesmos anos. (Chamamos de orçamento doméstico as despesas necessárias que devem ser mantidas no Brasil, mesmo enquanto o parceiro está servindo no campo.) Além destas, temos uma sub-planilha para o “HA – Home Assignment” ou “Tempo de Promoção” (quem tiver uma tradução melhor, por favor, nos diga!). Ou seja, todas as despesas do parceiro – tanto as despesas do campo, como as despesas no Brasil – estão contempladas neste orçamento. 

Assim, temos alguns itens relativos às despesas do missionário no Brasil no “orçamento doméstico”. Estes itens são os seguintes: 

Item

Descrição

Nº parcelas/ano

R$/mês

R$/ano

US$/mês

US$/ano

1

Seguro de vida para o casal

12

43

521

20

237

2

Previdência Brasil PREV

12

255

3060

116

1391

3

Previdência oficial – INSS

12

440

5280

200

2400

4

Seguro médico Brasil

12

0

0

0

0

5

Fundo médico Exterior (IS)

12

88

1056

40

480

6

Fundo dentário

12

50

600

23

273

7

Fundo Trabalho Missionário – FTM (8% sobre 6 SM)

12

240

2883

109

1310

8

Manutenção de conta corrente

12

25

300

11

136

 

 

 

 

 

 

 

 

Total

12

658

7899

299

3590

 

Explicando cada um deles: 

1. Seguro de vida

Trata-se de um seguro que é pago para cada cônjuge (neste exemplo, R$21,50 por mês por pessoa). 

2. Previdência privada

Trata-se de uma previdência optativa, que servirá de uma segurança futura a mais para a família. Neste exemplo, esta família paga a previdência Brasil PREV no valor de R$255,00 mensais. 

3. Previdência oficial

Trata-se do encargo com INSS. Em geral, calculamos em 20% sobre 5 salários-mínimos. Neste exemplo, projetamos o salário-mínimo em R$440,00 para 2009 (440,00 x 5 x 0,20 = R$440,00/mês). Acreditamos que o INSS sobre 5 salários para o marido contribuirá com uma aposentadoria digna para a família. 

4. Seguro médico no Brasil

Este é um item bem polêmico… Até aqui, nenhum parceiro quis manter um seguro de saúde no Brasil, enquanto está no campo, porque são valores muito elevados e a pessoa praticamente não usufrui dos benefícios do plano. Deixamos isso como uma opção do parceiro, mas pedimos para ele assinar um documento declarando que foi sua própria escolha, e não uma recomendação da agência.

Recentemente uma igreja local teve uma brilhante idéia: iniciar o pagamento do seguro de saúde 180 dias (6 meses) antes de a família retornar ao Brasil no próximo HA (tempo de promoção). Assim não há uma sobrecarga financeira tão elevada e o parceiro pode aproveitar do seguro quando voltar. 

5. Fundo médico no exterior

A nossa agência possui um fundo internacional, no qual cada membro da família missionária contribui com US$8 por mês. Não se trata de um seguro, mas de um fundo onde todos os missionários da mesma agência ao redor do mundo contribuem. Quando um membro da família necessita do fundo, ele pode requerer o reembolso da despesa realizada, segundo as regras internas do próprio fundo.

Outras agências, que não possuem fundo próprio, precisam pagar o seguro internacional, o que eleva bastante o orçamento.

No exemplo acima, a família de 5 pessoas precisa de R$88,00/mês para cobrir o fundo. 

6. Fundo dentário

Reservamos R$50,00 por mês para nossos parceiros gastarem com tratamento dentário quando vêm ao Brasil para HA.

Outra opção é recorrer aos dentistas voluntários com coração missionário! Há muitos deles por aí… Precisamos de um banco de dados com os nomes e endereços destes dentistas. Aí está uma área em que poderíamos trabalhar em conjunto, como agencias missionárias! 

7. FTM – Fundo de Trabalho Missionário

Criamos este fundo como uma imitação do FGTS, que não é um privilégio do missionário. É calculado como 8% sobre 6 salários-mínimos. Este fundo existe para uma emergência, uma necessidade extra do missionário, ou mesmo para uma despesa extra quando retornar ao Brasil (auxílio na construção ou compra de imóveis etc.). 

8. Manutenção de conta corrente

Este item deve cobrir a manutenção de uma conta corrente no Brasil (R$25,00 mensais). 

Reconhecemos que é um desafio apresentar todas estas despesas aos mantenedores… Talvez leve mais tempo para fechar o orçamento. Por outro lado, ficamos felizes por poder pensar num futuro digno para nossos missionários, preciosos demais para que se percam

Emmanuel & Délnia Bastos 

 

 

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FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS Janeiro de 2009

Publicado pelo Forum | 11 de May, 2009

ÍNDICE:

1. MISSIONÁRIOS OU IMIGRANTES? 

2.  RETIRO DE MISIONEROS TRANSCULTURALES. 2 AL 9 DE ENERO DE 2009

3.  ASSUNTOS PARA O RESTO DE 2009

4. CONSULTA EM ABRIL DE 2009 (veja os anexos)

 

 

1. MISSIONÁRIOS OU IMIGRANTES? 

                                                                  Marta Carriker e José Pezini

      Por que mesmo levantamos esta questão? 

Ah, sim, é porque queremos saber se há brasileiros que resolveram não mais voltar ao Brasil, do “campo missionário”.  É também porque queremos saber se alguns de nossos missionários foram abandonados por suas igrejas, tiveram que se sustentar e acabaram resolvendo estabelecer outra denominação no processo.  É porque queremos separar, em nosso entendimento da realidade, os missionários de “molde tradicional” dos que não se encaixam mais. 

Vamos ver se tratamos algumas questões por trás de nossa indagação.  A primeira pergunta, se os brasileiros resolveram não voltar mais, remete à nossa insegurança quanto à motivação dessas pessoas ao se envolverem no trabalho missionário.  Será que deixaram o Brasil em busca de uma vida melhor?  Temos que admitir que o Brasil “foi deixado” por muitos brasileiros que se decepcionaram com nosso país.  Quem não desanima ao pensar que, depois de cursar com dificuldade um curso superior, muitas vezes os brasileiros ficam na fila do desemprego?  Sim, a situação melhorou, mas muitos deixaram o país antes de ver essa melhora.  Acredito que não é nosso papel condená-los.  Deixaram de ser brasileiros?  Dificilmente. No entanto, depois de viver por uns bons anos fora do país, começamos a nos sentir sem identidade. Perdemos parte de nossa cultua e assimilamos parte da cultura onde vivemos, até por uma questão de sobrevivência. O que acontece em outro país é que geralmente resolvemos afirmar nossa identidade como “brasileiros”. Em muitos aspéctos, sentimos mais brasileiros. Já os filhos, que chegam pequenos no outro país, podem perder mesmo essa identificação.  Mas isso acontece com a maioria dos FMs (filhos da Terceira Cultura) em grau variável.  Não devemos nos assustar com isso.  Somos, de fato, cidadãos do Reino de Deus, e nossa identidade nacional, embora formativa, não é nossa principal lealdade. 

A segunda pergunta, se missionários foram abandonados no campo, remete à culpa por parte de igrejas que possam ter desanimado do sustento, se omitido de sua responsabilidade e também à mágoa dos que tiveram que passar por isso, embora possam até entender a situação. A burocarcia de algumas denominações com relação aos missionários é a maior causa das desistência. Neste caso, o Senhor Jesus nos ensina que devemos perdoar.  A igreja deveria reconhecer que errou, e, se ainda estiver em tempo, fazer restituição sob a orientação de Deus. Se o missionário e sua família precisam ser resgatados, trazidos de volta para casa, que seja feita consulta com ele e que haja uma campanha para levantar os fundos para tal.  O valor dessa pessoa precisa ser reafirmado,  e em alguns casos um trabalho de aconselhamento pastoral seria recomendável.  Somos chamados à sustentar nossos obreiros e, portanto, isso não deveria se repetir.  Mesmo que essa pessoa veja que Deus supriu suas necessidades e prefira ficar onde está, é importante que se reconheça o erro e se tente restabelecer um relacionamento sadio entre irmãos. 

Por fim, a questão de sermos ou não “missionários tradicionais” remete à valorização maior de algum tipo de ministério.  Tem mais valor diante de Deus o trabalho de um missionário, se comparado ao trabalho de um imigrante?  O trabalho de um missionário, se comparado ao de um membro de igreja?  Tem mais valor o trabalho de um pastor, se comparado ao de um evangelista?  O de um professor, se comparado ao de um aluno?  Parece que Jesus não disse isso, pelo contrário, disse que quem desejasse ser grande deveria ser servo de todos.  Nosso valor está em servir aos que Deus coloca em nosso caminho.  Lucas 9.49-50 também descreve uma situação em que os discípulos queriam excluir os que não eram do seu grupinho e Jesus lhes disse:

“quem não é contra vós outros é por vós”.  Ou seja, não queira impedir a obra de Deus só porque a pessoa é diferente.  A obra é de Deus, e ele a faz à sua maneira, seja por imigrantes ou missionários. Somos  chamados à unidade, estamos no mesmo time, o time de servos de Jesus. Vamos lutar para aproveitar cada obreiro que o Senhor levantar, porque, é bom lembrar, a seara continua grande, e os trabalhadores, poucos!

 

* Escrito a duas mãos, já aparece em vermelho a resposta de um pastor que tem lidado com imigrantes brasileiros nos Estados Unidos regularmente e profissionalmente através da Fundação Outreach.  Se quiser responder a este assunto, escreva para mim, marta.carriker@Gmail.com

 

 

2. RETIRO DE MISIONEROS TRANSCULTURALES. 2 AL 9 DE ENERO DE 2009 

“Toda la iglesia, llevando todo el evangelio, a todo el mundo. Comenzando con personas, lugares y tiempos estratégicos.” Fue el lema del séptimo retiro de misioneros transculturales, organizado por el Foro de Misioneros de la Red de Misiones Mundiales. 

El evento que se desarrolló en las instalaciones de la Villa Bautista de Thea, en la localidad serrana de Villa Giardino. Contó con la presencia de alrededor de 170 misioneros en el campo, movilizadores y misioneros en preparación. Fue una semana de retiro espiritual, descanso y ministración para los misioneros del Cono Sur que están sirviendo en otras culturas. Ellos vinieron con sus hijos. También se les sumaron aquellas personas, que desde las iglesias locales, capacitan y movilizan el tema misiones. Casi todas las provincias de la Argentina, estuvieron representadas. 

El encuentro contó con la participación de destacados expositores como Alejandro Rodríguez (Director de Jucum), Stanley Clark (h) (Presidente de la Red Misiones Mundiales) y otros. 

En medio de un clima fraternal, se desarrollaron múltiples y variadas actividades como talleres, plenarias, charlas para hijos de misioneros, caminatas y mateadas con interminables conversaciones. 

Talleres y plenarias. 

Los talleres y plenarias abarcaron diversos temas como: El llamado, El trabajo con indígenas, El regreso del misionero, Capacitación y finanzas etc. Los mismos estuvieron a cargo de misioneros con experiencia en Asia Central, Cabo Verde (África), Guinea Bissau, Rusia, Inglaterra, Norte de África y Comunidades aborígenes de Argentina. 

Durante la plenaria multicultural, se presentaron a mas de 30 hermanos con sus valijas preparadas para salir al campo misionero. 

Si el Señor lo permite, el retiro se repetirá en la primera semana de enero del 2010. 
Para mayor información: retiro_mt@yahoo.com.ar

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FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS Novembro de 2008

Publicado pelo Forum | 11 de May, 2009

 

  1. Relatório da reunião sobre Cuidado Integral no V CBM
  2. Relatório da reunião de grupo ligado ao Comibam
  3. Assuntos para o ano que vem
  4. Consulta sobre cuidado integral do missionário

 
1. RELATÓRIO DA REUNIÃO SOBRE CUIDADO INTEGRAL NO V CBM 

Durante a realização do V Congresso Brasileiro de Missões o grupo para o cuidado integral de missionários se reuniu, agregando todos aqueles que se interessam por esse importante ministério ligado ao movimento missionário brasileiro.  Foi realizada uma recapitulação da ação do grupo, que já existe há dez anos, elencando-se os seguintes dados: 

Resumo dos fatos acontecidos durante os 10 anos :

Nestes 10 anos a ênfase foi na participação da rede internacional de cuidado e na

conscientização e treinamento no Brasil.

De 1998 até 2005, promoveu-se a conscientização em igrejas enviadoras, através de

consultas e treinamentos:

1998 – Participação da primeira reunião do MemCa em Oxford

1999 – I Consulta em Foz do Iguaçú- Transition Model – com a presença

de Dave Pollock

2001- II Consulta em Londrina – Debrief e outros assuntos – com a

presença de Laura Gardner

2003 – III Congresso Brasileiro de Missões – quando o assunto de Cuidado

ao Missionário foi dado ênfase

2004 – III Consulta em São Paulo – Conflict resolution – participação de

2005 – IV Congresso Brasileiro de Missões – Reunião com vários

interessados no assunto – onde foi pela primeira vez dado o título em

Português para MKs( Missionary Kids) – Filhos de Missionários(FMs)  

De 2005 – 2008 houve um esforço mais individual , com a criação de materiais ( livros,

apostilas,etc) nas agencias enviadoras e organizações que se dedicam ao cuidado

dos missionários.  

Em 2008 – V Congresso Brasileiro de Missões – Reunião com os coordenadores do

Grupo de Cuidado Integral – lançamento de novas diretrizes

Lançamento apostila sobre o tema Filhos dos Missionários

Primeira participação de missionários nas oficinas sobre o tema, tendo assim a

visão à partir da perspectiva do campo.  

Nas reuniões durante o V Congresso Brasileiro de Missões, foram estabelecidos os alvos para os próximos 3 anos, abaixo alistados. 

Projeção para os próximos três anos:

Estamos vivendo um novo momento que vai da conscientização para a prática; um

momento de fortalecer e formalizar a rede de trabalho.

A projeção para os próximos três anos (2008 a 2011) estará baseada na

temática “Cuidado da Família do Missionário”

Atividades propostas:

Eventos:

- 2 Consultas: uma em Belo Horizonte (Abril de 2009), que já tem um grupo

coordenador e outra em São Paulo (Julho de 2011) .

- Encontro de Filhos de missionários em Julho de 2009 – ligado ao CEM

- Treinamentos sobre necessidades específicas dos Filhos dos

Missionários(FMs), em igrejas e escolas

Manual:

Trabalhar em um manual de diretrizes para servir de base para agências e

igrejas enviadoras. Depois destes anos de inicio, e tomando o grupo uma nova

projeção de passos práticos para apoio as pessoas que continuam trabalhando

na área, se decidiu formar uma comissão para a elaboração de um manual que

oriente as agências e entidades enviadoras para o Cuidado de seus

missionários. Este material será entregue para primeira vista, na

consulta em BH, em Abril 09.  

A partir do  V Congresso Brasileiro de Missões, o grupo de cuidado integral passa a ter uma coordenadora executiva apoiando os processos e eventos, Esther Saavedra, e tem um email de contato para todos os interessados Cuidadomissionario@gmail.com 

2. RELATÓRIO DA REUNIÃO DE GRUPO LIGADO AO COMIBAM 

COMIBAM INTERNACIONAL REALIZÓ EN CENTRO AMÉRICA EL FORO GLOBAL DE COOPERACIÓN DE ESTRUCTURAS DE ENVÍO,  San José, Costa Rica, octubre de 2008- – - Bajo el lema de “Conectar a Iberoamérica con el movimiento misionero global”, los días 17, 18 y 19 de septiembre, se dieron cita en Costa Rica 106 líderes de agencias misioneras y centros de capacitación misionera. El foro fue convocado por COMIBAM Internacional a través de su red de Estructuras de Envío y respaldado por organizaciones internacionales como: SIM, OC-Sepal, HCJB y Traductores de la Biblia Wycliffe, con el propósito claramente establecido de: “Crear un espacio de diálogo, con el fin de compartir experiencias y recursos que promueva la cooperación estratégica entre el movimiento misionero iberoamericano con el movimiento global”

Se contó con la presencia de 88 organizaciones misioneras y la participación de 106 asistentes, de los cuales 60 representaban a las agencias latinas y 46 a las agencias internacionales. Además, hubo representación de 22 países latinoamericanos, tres europeos (España, Inglaterra y Alemania), un asiático (Tailandia), dos africanos (Nigeria y Sudáfrica) y dos norteamericanos (EEUU y Canadá). El pastor Rubén Ezemadu del movimiento misionero africano MANI (Mission Association National Iniciatives) participó del foro como parte de las alianzas que se están desarrollando con otros movimientos misioneros.

Durante el foro se desarrollaron seis temas claves para el movimiento misionero que fueron expuestos por expertos, y a su vez, estos temas fueron analizados en mesas dinámicas de trabajo donde surgieron propuestas conjuntas entre las agencias y los movimientos presentes. Los contenidos que se desarrollaron fueron los siguientes: Alianzas estratégicas en el reino de Dios, capacitación integral del misionero, educación de los hijos de los misioneros, cuidado integral del misionero, negocios como misión (BAM) y equipos multiculturales en el campo.