<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>O Cuidado Integral de Missionários</title>
	<atom:link href="http://cuidadointegral.info/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://cuidadointegral.info</link>
	<description>Um forum para reflexão e encorajamento</description>
	<lastBuildDate>Mon, 14 May 2012 14:01:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3</generator>
		<item>
		<title>FÓRUM CIM  Maio 2012</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=446</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=446#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 14:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=446</guid>
		<description><![CDATA[TEMA: O Choque Cultural no Processo de Adaptação Transcultural: Alerta aos Enviadores e Missionários Pr. Hamilton Pereira Morais Filho Ouvi recentemente uma experiente líder de certa agência missionária dizer que o choque cultural é “aquela desorientação sentida quando você está num país diferente do seu” e isso leva a “atitudes que você não teria se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEMA: O Choque Cultural no Processo de Adaptação Transcultural:<br />
Alerta aos Enviadores e Missionários<br />
Pr. Hamilton Pereira Morais Filho</p>
<p>Ouvi recentemente uma experiente líder de certa agência missionária dizer que o choque cultural é “aquela desorientação sentida quando você está num país diferente do seu” e isso leva a “atitudes que você não teria se estivesse em casa”. Creio que essa afirmação “natural”, com o uso de expressões corriqueiras, engloba satisfatoriamente o significado do assunto. Na verdade, precisamos aproximá-lo de nós e isso facilita a sua compreensão. Aliás, quais os desdobramentos do choque, o que ele pode causar, o que pode ser feito “antes, durante e após” o aparecimento deste inevitável ‘visitante’ no processo de adaptação dos obreiros transculturais? E mais ainda, o que os candidatos deveriam saber antes de desembarcarem noutro país e qual o papel da retaguarda neste quesito? São muitas indagações, mas há pistas que podem nortear algumas respostas e abrir novas e importantes discussões.</p>
<p>Em relação aos conceitos, o choque cultural é mesmo esse estado de confusão mental experimentado quando o indivíduo deixa seu ambiente cultural e aporta noutra realidade distinta da sua. O grau do choque está relacionado às diferenças entre as culturas, mas também existem as variáveis pessoais que agravarão ou minimizarão os efeitos do mesmo. Além disso, o apoio dado aos sujeitos quando estão vivenciando o ápice do estresse transcultural – ou o estresse surgido como consequência desse “encontro/confronto entre culturas” – é “divisor de águas” neste processo. Isto é, o suporte social é visto como elemento crucial para um enfrentamento saudável nesta fase inevitável do processo de aculturação.</p>
<p>Todas as tarefas da vida humana requerem de seus atores certo grau de estresse. Desde cozinhar um alimento – isso porque a pessoa precisa estar atenta para que “seu jantar” não queime – passando pelas atividades diárias como estudar, trabalhar e até mesmo “planejar férias” (quando iremos? aonde iremos? onde ficaremos?) ativa os mecanismos fisiológicos e psicológicos do estresse. Ocorre que geralmente após a realização destes feitos, o corpo retorna ao seu estado de repouso e pode repetir noutro momento tudo do mesmo modo, indefinidamente. Então, qual é o problema? Quando estes mecanismos permanecem “ligados” por muito tempo. O estresse em si é benigno e necessário para nossa sobrevivência, mas quando continua ativo, preparando o corpo para algo “que nunca acontece” pode trazer consequências seríssimas, desde lesões orgânicas simples até desajustes emocionais, dependendo da singularidade de cada sujeito. Algumas pessoas reclamarão de questões relacionadas ao corpo (dores, cansaço, doenças etc.), enquanto outras serão afetadas mentalmente e/ou emocionalmente (sentimento de “não-pertencimento”, baixa auto-estima, raiva, rejeição, depressão e outros). Permita-me contar uma experiência pessoal.</p>
<p>No ano passado viajei com a minha família ao continente africano para um projeto missionário de curto prazo, foram quase dois meses onde percebemos elementos que poderiam gerar o choque cultural. Porém, como afirmam alguns autores, não o enfrentamos porque o intervalo de tempo não era suficiente para vivenciar as suas fases e também porque sabíamos que voltaríamos logo e isso nos “livraria” da chegada do dito “visitante” (na verdade, “intruso”). Conhecemos jovens missionários europeus que estavam servindo lá há meses (tempo variado entre eles) e tivemos alguns encontros. Inclusive, dividimos a mesa numa refeição. Pouco tempo depois o casal que nos hospedava foi procurado pelo representante da missão responsável pelo envio destes irmãos. A preocupação dele era porque uma das moças (eram três moças e um rapaz) estava com sinais de depressão e ele precisava de um laudo (ela iria retornar prematuramente para casa) para que ao chegar a seu país as questões burocráticas fossem resolvidas da melhor maneira possível. Como nossa anfitriã é médica, ela esteve com a moça e de fato identificou tais sintomas.</p>
<p>Depois do encontro, e “fechando um diagnóstico”, foi visto que conforme a literatura médica o caso dela sugeria “depressão moderada” e a indicação foi para que procurasse ajuda imediata de um especialista quando desembarcasse. Enfim, ela retornou ao seu país e em menos de 20 dias recebemos a notícia que esta jovem “se suicidara” (ela tomou muitos medicamentos e não houve tempo hábil para socorrê-la). Foram horríveis os dias seguintes à notícia, mas o fato estava consumado e nada mais podia ser feito por ela! Essa situação me fez refletir sobre alguns aspectos do que tem sido dito sobre o choque cultural e a primeira questão aflorada diz respeito ao que fora feito “antes” do envio e “durante” os primeiros meses. Será que o problema era pré-existente e não foi percebido ainda “em casa?”. Se foi diagnosticado, ou pelo menos suspeitado, o que foi feito? Por outro lado, essa “preciosa” missionária (que poderia dedicar duas ou três décadas de sua vida ao Senhor e aos campos!) teria seguido as orientações de seus enviadores? E quando ela estava no campo, sua igreja “estava lá” com ela? Seus líderes “próximos” e “distantes” não perceberam quando os limites foram transpostos e a situação agravada? E no seu retorno para casa, como teriam sido os terríveis dias (sozinha ou com uma forte rede de apoio? “Ao colo” de alguém ou dependente unicamente do favor divino?), que antecederam uma medida extremada como a dela? Enfim, as indagações são muitas e o objetivo é amadurecermos algumas respostas para que seja possível assistirmos com melhor qualidade aos nossos irmãos que estão no campo.</p>
<p>Quando afirmamos – inclusive citando as palavras do Senhor a Paulo: “a minha graça te basta” (II Co 12.9) – a suficiência de Cristo em nossas vidas, precisamos considerar que ele quase sempre usa meios humanos para realizar seus intentos. Basta olharmos para a bíblia: Deus tinha planos e os realizou através de pessoas! A independência (ele é capaz de cuidar excepcionalmente bem de seus filhos sem “ajuda externa”) dele em relação a nós não precisa ser discutida – como diz a frase nas carrocerias dos caminhões: “Deus sem você é Deus&#8230;” – todavia, quando alguns missionários afirmam que ao enfrentarem os golpes do choque cultural buscaram ajuda “em Deus somente” o que temos de discutir não é a presença divina, mas a nossa ausência nesta hora tão crítica da adaptação nos campos. Poucos receberam suporte pastoral e a minoria foi assistida emocionalmente. O próprio Cristo pediu companhia em seu momento de maior dificuldade (Mt 26.36-46 narra o episódio do Getsêmani). Tenho repetido ultimamente as antigas (e esquecidas?) palavras de Tiago 3.1 “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo”. Não temos espaço para comentar o texto, mas o conteúdo nos remete às palavras de Jesus em Lucas 12.48 “àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido”. É simples o que está sendo discutido: temos talentos, dons e recursos disponíveis e suficientes para cuidarmos com excelência dos missionários, e às vezes ficamos indiferentes, envolvidos e ocupados com nossos próprios dilemas e deixamos sós na “linha de frente” soldados sobrecarregados e já esgotados por terem que batalhar em muitas “frentes de guerra” (pessoalmente, familiarmente, ministerialmente, espiritualmente e um monte de outros “mentes”).</p>
<p>Deus tem dado (ou melhor, emprestado, e para ser bíblico: “colocado sob nossa administração”) a nós individualmente e ao corpo de Cristo (à igreja local) uma fonte inesgotável de recursos para fazermos o melhor pastoreio de missionários de todos os tempos! Temos a tecnologia ao nosso lado, dispomos de transporte que liga todos os cantos do mundo, há gente gabaritada nas mais diversas áreas (ministeriais) e profissões (seculares), muitos são empresários, autônomos e para que a “bênção seja completa”, a economia do país tem se mantido estabilizada por alguns anos. Isso tudo proporciona o envio de pastores, conselheiros, psicólogos e médicos ao campo para cuidarem integralmente dos obreiros. Por outro lado temos gente que trabalha com crianças que podem cuidar dos filhos dos missionários e lhes dar a oportunidade para dias ou semanas de férias. Tantos outros podem “assumir provisoriamente” ministérios realizados pelos obreiros e dar-lhes a chance de voltar ao “quartel-general”, ou simplesmente “pendurar as enxadas” (quando usamos a metáfora do “campo” e da “seara” do Senhor) para renovarem as forças. Uma dona de casa pode fazer as refeições diárias para que a missionária “saia da cozinha” por algum tempo. Enfim, temos potencial humano e recursos financeiros que nos instrumentalizam para o cuidado, tanto no choque cultural, quanto na reentrada (que foi tido pelos missionários como pior, mas seria ainda mais fácil para nós porque “estamos em casa” e dispomos de um número ainda maior de instrumentos em nosso arsenal/celeiro para pastorear).</p>
<p>O desenvolvimento saudável do candidato em sua igreja local o habilita para um treinamento formal (seminário, escola de missões ou outro do gênero) mais específico, mas se isso não ocorrer é imperativo que haja um “gargalo” que “segure” essa preciosa pessoa para que ela seja cuidada nas áreas que ainda precisam de lapidação. A dinâmica psíquica ainda não recebe o devido tratamento. No ápice do estresse – os obreiros disseram que os primeiros seis meses são muito difíceis, mas o primeiro mês requer cuidado especialíssimo – a instância psicológica do indivíduo é posta à prova. Assim, como na maioria dos casos é impossível afastar os estressores, então a solução é focalizar no “estressado”. Isso mesmo! Como não podemos evitar certas variáveis geradoras de estresse inerentes ao processo (cultura e idioma diferentes, missionários antigos no campo, crentes e igreja local, saudades da família e por aí em diante) centralizam-se os esforços no obreiro. A pressão existe e se é possível privá-los dela, façamos isso a contento, mas também trabalhamos com o “pressionado”. Aliás, alguns obreiros sugeriram que, dependendo da situação, seria melhor “tirar o missionário do olho do furacão” e levá-lo para um local “neutro” e após assisti-lo, permitir seu retorno.</p>
<p>Enquanto refletimos sobre esse tema centenas de irmãos enfrentam o choque cultural. Alguns estão num grau de estresse tão alto que deveriam rever suas atividades imediatamente. Outros já extrapolaram esse limite e provavelmente colhem os frutos nocivos de um estado estressor crônico. Quando usamos um automóvel de modo correto, sua vida útil será grande. Porém, quando este mesmo veículo é exposto a situações que comprometem seu funcionamento, mesmo que não “vejamos os estragos na hora”, cedo ou tarde ficaremos “quebrados na estrada”. Esse não é o melhor exemplo, comparando gente com carro, mas ele nos ajuda a compreender a importância de não ultrapassarmos limites. Todos nós somos limitados. Todavia, quando percebemos isso e “damos folga a nós mesmos”, conseguiremos reaver nossas defesas e retomar a caminhada. O problema em relação aos obreiros transculturais é que estão sempre “forçando o ‘motor’ além de sua capacidade tolerável”. A máquina até consegue suportar uma aceleração demasiada por algum tempo, mas se tal intensidade permanecer, nem as máquinas suportam. Imagine o ser humano!</p>
<p>Os missionários disseram que há um desequilíbrio entre “a oferta e a procura” de cuidados. Eles falaram que o que é oferecido não supre suas necessidades. O que pode ser feito para balancear tal situação? Encontros de restauração no campo, cuidados que considerem a integralidade do sujeito (corpo, alma e espírito) e toda a família e seus membros individualmente (casal, filhos, pais), retirada estratégica para renovar as energias, menos trabalho e mais descanso quando estão em férias/promoção, pedem que sejam preparados para se adaptarem melhor na chegada e no retorno, insistem que suas igrejas de origem carecem de treinamento para lhes receberem, comentam que suas famílias também não estão prontas a reintegrá-los e também devem ser orientadas, pedem contato de profissionais (psicólogos, se for o caso) – e até mesmo uma possível visita – quando estão enfrentando o choque e assim por diante.</p>
<p>Resumindo, a seara é grande “lá fora” e à medida que recebe ceifeiros ela também cresce “aqui dentro”. O corpo é múltiplo e cada membro tem uma função definida por Deus. Se apenas uma perna anda, o corpo até se movimentará, mas o esforço será muito maior e também sofrerá consequências. Enxergar com um dos olhos é difícil, caminhar sem enxergar até é possível, mas quando a “candeia do corpo” funciona perfeitamente, os passos serão mais firmes e os riscos serão mais bem percebidos. “Lá longe” está uma parte do corpo e ela só sobreviverá se – mesmo à distância – estivermos em perfeita sintonia. Se aquele membro sofre, não é possível ficarmos indiferentes. Aproveite agora mesmo e acesse o site de qualquer agência missionária e diga: “estou aqui”. Num dos encontros de restauração realizado pelo CEM (Centro Evangélico de Missões em Viçosa/MG) os missionários falaram do privilégio de servirem ao Senhor noutra cultura, mas insistiram que seus enviadores jamais deveriam se esquecer da humanidade deles. Uns vão, outros ficam, mas todos têm sua função. Usando as palavras de Paulo, “Deus dá o crescimento”, mas “uns plantam e outros regam”. Não se preocupe com o sobrenatural, com aquilo que só Deus pode fazer, mas empenhe-se pelo natural, pelo que você deve fazer.</p>
<p>Referências Bibliográficas</p>
<p>CARLSON, N. R. Fisiologia do Comportamento. 7ª ed. São Paulo: Manole, 2002. 680p.</p>
<p>CLASSIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTO DA CID-10: Descrições Diagnósticas e Diretrizes Clínicas. Trad. Dorgival Caetano. Porto Alegre: Artmed, 1993. 351p.</p>
<p>DENNETT, Jo Anne. Florescendo em outra Cultura – Um Manual para Missões Transculturais. Trad. Marisa K. A. de S. Lopes. Londrina: Descoberta, 2004. 178p.</p>
<p>LOSS, Myron. Choque Cultural – Lidando com o Estresse em um Ambiente        Transcultural. Trad. Márcio Cruz. 2ª ed. Camanducaia, Minas Gerais: Horizontes, 2005. 192p.</p>
<p>O’DONNELL, K. O’DONNELL, M. L. Correr bem e descansar bem: doze ferramentas para a vida missionária. Em: O’DONNELL, Kelly. Cuidado Integral do Missionário – Perspectivas e Práticas ao Redor do Mundo. Londrina: Descoberta, 2004. p. 319-339.</p>
<p>PIROLO, Neal. A Missão de Enviar – Como Sustentar o seu Missionário. Trad. Hans Udo Fuchs. 2º ed. Londrina: Descoberta, 2005. 224p.</p>
<p>VAN DER MEER, A. L. Missionários Feridos – Como Cuidar dos que Servem. Viçosa, Minas Gerais: Ultimato, 2009. 176p.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D446&amp;title=F%C3%93RUM%20CIM%20%20Maio%202012" id="wpa2a_4"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=446</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RETIRO MISSIONÁRIO 2012</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=444</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=444#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 13:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[atividades de cuidado integral de missionários]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=444</guid>
		<description><![CDATA[De 30 de julho a 3 de agosto de 2012, no CEM teremos novamente o Retiro Missionário para missionários em férias ou retornando ao Brasil. O objetivo é recarregar as baterias, trocar experiências, refletir sobre a atuação de missionários brasileiros e sobre o apoio e treinamento que recebem ou precisam receber. Para maiores informações, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 30 de julho a 3 de agosto de 2012, no CEM teremos novamente o Retiro Missionário para missionários em férias ou retornando ao Brasil. O objetivo é recarregar as baterias, trocar experiências, refletir sobre a atuação de missionários brasileiros e sobre o apoio e treinamento que recebem ou precisam receber.</p>
<p>Para maiores informações, é só verificar o info@cem.org.br ou ligar para (55) 31- 3891-3030</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D444&amp;title=RETIRO%20MISSION%C3%81RIO%202012" id="wpa2a_8"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=444</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MUDANÇAS E PERDAS</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=440</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=440#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 19:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=440</guid>
		<description><![CDATA[Márcia Tostes 1. PERDA Muitas perdas acontecem durante nossa vida. Alguma são naturais, algumas vêm com algum ganho ( por exemplo mudar para uma casa melhor ), mas mesmo assim há um sentimento de perda pelo objeto perdido. Todos os lutos seguem o mesmo processo. 2. ALGUMAS PERDAS QUE TODOS NOS PODEMOS EXPERIMENTAR Antecipadas Repentinas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>                                                                                                              Márcia Tostes</p>
<p>1. PERDA</p>
<p>Muitas perdas acontecem durante nossa vida. Alguma são naturais, algumas vêm com algum ganho ( por exemplo mudar para uma casa melhor ), mas mesmo assim há um sentimento de perda pelo objeto perdido. Todos os lutos seguem o mesmo processo.</p>
<p>2. ALGUMAS PERDAS QUE TODOS NOS PODEMOS EXPERIMENTAR </p>
<p>Antecipadas                                             Repentinas</p>
<p>Doença Terminal                                     Dar a luz a uma criança deficiente<br />
Perder um habilidade ( visão )                 Deficiência após acidente ou doença<br />
Mudar de emprego, casa , país                 Amputação<br />
Filhos deixando a casa                             Ser despedido<br />
Casar-se                                                    Roubo/Acidente/Incêndio<br />
Aposentadoria                                           Desaparecimento de uma pessoa<br />
Infertilidade                                               Morte súbita<br />
Divórcio                                                    Morte animal estimação<br />
Término de um romance                           Suicídio/Assassinato<br />
Aborto                                                       Dar a luz a criança do sexo ‘errado’</p>
<p>Muito freqüentemente as pessoas passam por perdas , perto uma das outras e muitas vezes não tem tempo  para processar uma antes da outra acontecer. </p>
<p>3. TEORIA DO APEGO</p>
<p>Antes que alguém possa compreender totalmente o impacto de uma perda e o comportamento humano a ela associado, deve-se compreender o significado do apego/vínculo.</p>
<p>A teoria do apego ( Bowlby-Psiquiatra Inglês ), nos fornece um meio de definir a tendência dos seres humanos de estabelecer forte laços afetivos com outros, e uma forma de compreender a forte reação emocional que ocorre quando estes laços ficam ameaçados ou são rompidos.</p>
<p> Estes laços surgem por necessidade de segurança e proteção. Formar laços com pessoas significativas é considerado um comportamento normal não só entre crianças mas também entre os adultos.</p>
<p>4. TODAS AS PERDAS PRODUZEM LUTO</p>
<p>É de ajuda para  as pessoas se elas reconhecerem que um novo começo iniciou. Muitas vezes elas estão tão conscientes do que perderam que não podem ver o presente ou futuro claramente. Focalizando assim, ajuda a reconhecer que a perda aconteceu.</p>
<p>O processo do luto envolve pegar cada memória, chorar por ela e também ver como ela contribuiu para um novo começo.</p>
<p>Se as memórias forem reprimidas , as pessoas podem pretender que a perda não ocorreu de fato.</p>
<p>5. PROCESSO DO LUTO</p>
<p>O luto é um processo similar ao processo de cura.</p>
<p>Fases do luto :</p>
<p>-	Negação / Incredulidade.<br />
-	Dor  da perda &#8211;  choro, lamento, raiva, culpa.<br />
-	Apatia – Tempo de sequidão espiritual, não vê sentido, adaptação  a vida sem o objeto perdido.<br />
-	Reajustamento- Energia  para o futuro .  Esta etapa pode ser prejudicada por um apego ao passado.</p>
<p>Tarefas do luto :</p>
<p>Depois que alguém passa por uma perda , há certas tarefas de luto que devem ser realizadas para que seja restabelecido o equilíbrio e para que seja completado o processo do luto.</p>
<p>-	Aceitar a realidade da perda<br />
-	Elaborar a dor  da perda<br />
-	Ajustar-se a um ambiente onde o objeto perdido está faltando<br />
-	Continuar a vida ( Reposição Emocional )</p>
<p>6. COMO A PERDA  NOS AFETA </p>
<p>Efeitos Físicos :- cansaço, perda de apetite, problemas para dormir, dores no corpo .</p>
<p>Efeitos Emocionais :- tristeza , raiva, culpa, exaustão, mudanças bruscas de humor, explosões fora de lugar.</p>
<p>Efeitos Sociais :- perda de status, nova percepção sobre si mesmo, medo de não ser aceito pelos outros,  mudanças na área financeira.</p>
<p>Efeitos Comportamentais :- pessoa sente-se desconfortável de freqüentar os mesmos lugares que antes da perda, medo de enfrentar emoções que certos comportamentos podem trazer .</p>
<p>Efeitos Cognitivos :-  precisa tempo para realmente aceitar a nova condição (por ex: será que eu realmente fui despedido ?), pode-se ‘ouvir’ ou ‘ver’ a pessoa perdida, o cérebro toma um tempo para captar o que aconteceu. Quando não ouve um final próprio pode se ter mais dificuldade de entender que a perca aconteceu.</p>
<p>Efeitos Espirituais :- raiva contra Deus, dificuldade de ver/entender  Seus propósitos,  sentimento que Deus abandonou, dificuldade de orar .</p>
<p>Deus pode suportar nossos fortes sentimentos negativos, tudo bem em expressa-los,  em sua onisciência Ele já os conhece !</p>
<p>Efeitos perigosos .- ‘Sinais de Alerta’ – Isolamento ou fuga, Negação Contínua, Agressividade, Passividade, Dependência .<br />
                            &#8211; ‘Disfunções’ – Depressão Crônica, Insônia e hiper atividade , Somatização Crônica , Superidentificação, Tentativas de suicídio ou violência , criminalidade e delinqüência .</p>
<p>7. PRINCÍPIOS DE JESUS AO LIDAR COM A PERDA</p>
<p>Ele preparou seus discípulos para a sua partida – João 14:18-20;16:1-8</p>
<p>Ele tinha profunda compaixão e a demonstrou – Mat 9:18-22; Mc 10:49;Lc7:13,14</p>
<p>Ele enfrentou o que tinha para fazer &#8211;  LC 19:41-44, Mt 26:2 , Mc 10:32-34</p>
<p>Ele não queria enfrentar a morte – Lc 9:22-26 , Jo 12:27-29</p>
<p>No meio do seu sofrimento Ele pensou nos outros – Jô  14: 18-20 , At 1: 3-4 ,</p>
<p>Ele providenciou um Confortador – Jô 21:15-18 , Mt 28:19-20</p>
<p>Para ajudar os outros nós temos que reconhecer nossas próprias perdas.</p>
<p>Bibliografia :</p>
<p>WORDEN,  J. William , Terapia do luto;Um manual para profissional de saúde mental., 2ª ed, Artes Médicas,  Porto Alegre , 1998.</p>
<p>Apostila  Consulta  Conjunta &#8211; Debrief Emocional – Cura das Perdas. Esly Carvalho , Mibrex, Foz do Iguaçu, 99</p>
<p>Apostila do Curso  Introduction to Christian Counselling Training Course,Andy Croall, 1997</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D440&amp;title=MUDAN%C3%87AS%20E%20PERDAS" id="wpa2a_12"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=440</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FÓRUM CIM  Abril 2012 &#8211;  Morte na família</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=437</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=437#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 20:26:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[carreira missionária]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[no campo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=437</guid>
		<description><![CDATA[Chegamos aos Estados Unidos a tempo de ver nossa cunhada duas vezes. Na primeira vez ela estava acordada, mas falava de forma incoerente, era difícil discernir se estava nos reconhecendo ou compreendendo qualquer coisa que lhe dizíamos. Mesmo assim, saímos da visita mais animados. Mas, logo fomos avisados que sua situação era irreversível, iria para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegamos aos Estados Unidos a tempo de ver nossa cunhada duas vezes. Na primeira vez ela estava acordada, mas falava de forma incoerente, era difícil discernir se estava nos reconhecendo ou compreendendo qualquer coisa que lhe dizíamos. Mesmo assim, saímos da visita mais animados. Mas, logo fomos avisados que sua situação era irreversível, iria para uma instituição que recebe pessoas desenganadas pelos médicos, onde receberia remédios mais fortes para suas dores por causa da infecção generalizada. No fim de semana recebemos a notícia indesejada, nossa querida cunhada tinha partido.</p>
<p>No meio de nosso luto, eu me lembrei de quantos missionários passam por experiência semelhante. Temos a oportunidade de ver nossos parentes, gastamos um tempo agradável com eles, e na próxima vez que os vemos, ou estão doentes demais, ou estão perto de partir, ou nem chegamos a vê-los novamente. Confesso que é um pouco desconsertante… Mas, isso me fez refletir sobre a importância de aproveitarmos o pouco tempo em que podemos gastar com eles.</p>
<p>A Palavra de Deus diz em Romanos 14.8 que “se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” Creio que, como missionários, entendemos desde o princípio que ao deixarmos nosso país de origem podemos não mais ver nossos queridos, porque algo sempre pode acontecer conosco ou com eles.</p>
<p>Mas, não seria diferente se morássemos na esquina ou no quintal de sua casa. Sabemos que para todos nós há tempo de viver e tempo de morrer. A vida inclui a morte, todos nós um dia vamos passar para o outro lado. Nossa esperança eterna é viver ao lado de Cristo, que nos prometeu preparar um lugar para estarmos juntos com Ele.</p>
<p>Saber disso é uma coisa, experimentar a morte de alguma forma é outra. A tristeza pela perda de um parente é natural. Geralmente, o luto não é só um momento de tristeza e sim um processo. As lembranças voltam diversas vezes, em momentos variados, algumas vezes choramos, outras vezes rimos, outras vezes somos consolados por termos conhecido aquela pessoa e vivido ao seu lado. É importante não negarmos que estamos sofrendo. Podemos sentir essa tristeza e devemos deixar que Deus nos ensine e console nesse tempo em que estamos mais sensíveis. Na minha experiência, é positivo conversar a respeito da importância da pessoa em nossas vidas. O momento de fazer isso e com quem conversar vai depender de cada um.</p>
<p>É importante que as agências missionárias tenham uma política sobre viagens para o Brasil nessas situações. Talvez queiram pagar uma parte da passagem, dependendo do caso. Algumas vezes não há mesmo tempo de voltar para o enterro, e a família missionária precisa avaliar a importância de voltar ao Brasil para estar com os parentes ou aproveitar uma visita próxima para conversar com eles sobre o que aconteceu.</p>
<p>Outra coisa que essa experiência me fez pensar é que expressamos nosso luto de formas diferentes em diferentes culturas. Precisamos estar atentos para a forma apropriada de demonstrar o luto e respeitar as manifestações diferentes das nossas.</p>
<p>Como disse antes, como missionários precisamos também nos lembrar que o dia de hoje é o dia da oportunidade. Se temos assuntos pendentes com parentes, devemos aproveitar a oportunidade para resolver esses assuntos. Se podemos visitar, devemos fazer isso, se podemos nos abrir, devemos ser amigos sinceros. Se podemos dizer palavras boas de edificação, é importante fazer isso hoje, no dia da oportunidade. Isso vale para todos nossos relacionamentos, e mais importante ainda fica para nós, missionários, que vivemos em espaços diferentes, separados pela distância.</p>
<p>A última vez que vimos nossa cunhada Sandy bem, ela nos convidou para sua casa, fez uns ovos mexidos com bacon especial e gastamos um bom tempo conversando e rindo. Nossa amizade era de longa data. No decorrer dos anos, eu tinha visto essa pessoa tímida florescer. Ela estava mais forte diante das dificuldades, porque buscou em Deus o seu refúgio. Eu tinha visto o filho maravilhoso e responsável que ela tinha criado com seu esposo, e que agora estava, ele também, educando seu filhinho com o mesmo cuidado e carinho. Minha cunhada tinha em Jesus seu melhor amigo e sua Rocha. Por isso posso me alegrar, mesmo na tristeza de perdê-la aqui na terra, sabendo que um dia nos veremos novamente, e vamos celebrar juntas Aquele que deu Sua vida, mas ressucitou para vivermos para sempre com Ele!<br />
Na vida e na morte, somos do Senhor.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D437&amp;title=F%C3%93RUM%20CIM%20%20Abril%202012%20%26%238211%3B%20%20Morte%20na%20fam%C3%ADlia" id="wpa2a_16"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=437</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FÓRUM CIM Fevereiro 2012 &#8211; Resiliência</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=433</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=433#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 12:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[carreira missionária]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=433</guid>
		<description><![CDATA[RESILIÊNCIA E MISSÃO Por Verônica Farias Psicóloga e Missionária na área do Cuidado Emocional “Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois Aquele que prometeu é fiel.” Hb 10:23 Nos dias atuais, diante do impressionante movimento que o mundo faz promovendo mudanças velozes em todos os campos da vida humana e do planeta, preservar um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>RESILIÊNCIA E MISSÃO<br />
Por Verônica Farias<br />
Psicóloga e Missionária na área do Cuidado Emocional</p>
<p>“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois Aquele que prometeu é fiel.” Hb 10:23</p>
<p>Nos dias atuais, diante do impressionante movimento que o mundo faz promovendo mudanças velozes em todos os campos da vida humana e do planeta, preservar um ritmo saudável e um funcionamento emocional adequado tem se tornado um grande desafio para todos nós seres viventes.<br />
O virtual invade nossa casa e nos obriga a perder de vista as linhas divisórias entre o trabalho e o descanso, o privado e o público, a família e o mundo. Como imagem e semelhança de Deus, O homem não herdou a capacidade de ser onisciente, contudo, é obrigado a estar “a par” de quase tudo que ocorre no mundo, incluindo as tragédias, e o faz em questão de segundos. Tamanho volume de informações que gera emoções das mais diversas, não encontra tempo para ser processado internamente como deveria ser.<br />
E o que dizer de nossas catástrofes pessoais? “Que Deus nos livre!”, afirmamos imediatamente num raio de pensamento supersticioso. Mas a realidade é que além de todo cenário global que faz o nosso cotidiano nesse mundo do século XXI ser mais difícil, temos que enfrentar as nossas próprias perdas, assombros e lutas internas. Enquanto nos envolvemos com a Missão e caminhamos na direção proposta pelo Mestre, não estamos livres de sofrer grandes decepções, mortes, quebras de relacionamentos importantes, solidão, rejeição e desprezo, lutos profundos, doenças que nos limitam e assustam.<br />
Como Cuidadora de Trabalhadores da Seara e na profissão de psicóloga, tenho tido a oportunidade de ver com meus próprios olhos flores brotar em terrenos completamente desolados e secos do coração humano. Como num milagre da fé, de onde não se esperaria nada mais, surge algo novo. É impressionante! Mas, também tenho tido a triste experiência de presenciar o contrário. Onde as iniciativas de apoio e as oportunidades são abundantes, contudo o solo da alma não se revigora e não faz reflorescer.<br />
Como uma interminável aluna na escola da vida, sou a primeira a levantar o dedo e perguntar: O que leva seres humanos a superar os piores traumas, enquanto outros sucumbem aos mesmos?<br />
Essa é uma pergunta disparadora que tem impulsionado por décadas pesquisadores da área das Ciências Humanas à investigação, em busca de respostas para o que passou a chamar-se de “Resiliência Humana”. Voltaremos a esse tópico mais a frente.<br />
Antes, deixe-me ilustrar o assunto com uma história, que consta do meu catálogo de atendimentos aos amados trabalhadores. O nome da pessoa é fictício, mas a história é totalmente verídica. Com sua permissão:<br />
Eram 5hs da manhã quando o telefone tocou. Isabel, uma mulher de meia idade, levanta-se da cama e corre pra atender a ligação. Do outro lado alguém explica: “Isabel, mantenha a calma, mas nessa madrugada o ônibus em que seu esposo viajava sofreu um grave acidente, e há muitos feridos que já foram conduzidos ao hospital mais próximo&#8230;”. Pausa!<br />
Como uma tempestade abrupta que nos pega de surpresa e inunda tudo em nossa volta, acontecimentos como esse adentram em nossa vida, sem pedir licença e nos impelem para uma pausa forçada, que não gostaríamos de fazer.<br />
Isabel e seu esposo atenderam ao chamado quando seus dois filhos eram pré-adolescentes. Em dois anos estavam todos no campo. Era uma família de modelo patriarcal. O pai, embora fosse um homem doce, representava o centro das decisões e iniciativas principais que envolviam a família. Submissão e companheirismo marcaram o relacionamento de Isabel com o seu esposo durante os 27 anos de casados.<br />
Mas foi inevitável, a morte chegou à sua casa. Era uma viagem missionária, ele e outros irmãos em Cristo se foram para sempre. Alguns dos que sobreviveram ficaram traumatizados. Recentemente pude atender a um deles que ainda carregava marcas dessa tragédia, mas com a graça do Pai já está no campo.<br />
Meu encontro com Isabel se deu em dois momentos: No primeiro, eu era uma palestrante falando em um retiro para trabalhadores do Reino. O seu esposo ainda estava lá. Lembro-me quando se aproximaram de mim risonhos, e ele mantinha o seu braço sobre os ombros dela. Isso foi há pouco mais de três anos. Eles estavam de férias no Brasil. Meses depois recebi a triste notícia do seu falecimento. Sem saber ao certo dos caminhos que Deus traçaria no futuro, tivemos o nosso segundo encontro em 2011, quando comecei o acompanhamento pré-campo de Isabel, que faz parte de uma das agências que assessoro na área do Cuidado. Isso mesmo, ela está voltando para o campo. Desta vez sozinha. Pela primeira vez estará sem os filhos, agora casados, e sem o seu companheiro.<br />
Tenho refletido muito sobre os aspectos da vida desta mulher. O que faz do seu caminho uma jornada tão notável, frutífera e esperançosa, apesar da catástrofe? Ela é uma pessoa comum, tem fragilidades físicas que exige cuidado e tratamento. Tem limitações financeiras como a maioria dos trabalhadores brasileiros e tem sofrido em seu corpo as turbulências dos dias difíceis, como todos nós.<br />
Tenho que admitir, ela fez da Pausa um momento de aprofundamento da sua fé no Senhor, e no meio dessa terrível tempestade, não se deixou submergir, mas caminhou sobre as promessas de Deus contidas em Sua Palavra.<br />
“Por isso não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada. Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que Ele prometeu.” Hb 10:36,37<br />
Os últimos três anos foram para Isabel, de muita luta, negritude, medos e superações. Em pleno luto, Isabel resolveu ser útil mais uma vez. Inscreveu-se num curso técnico de enfermagem, iniciou um trabalho voluntário na base de sua agência, apoiou e casou os dois filhos, com árduo custo, editou e lançou o livro-biografia que seu esposo havia escrito antes de morrer. E não parou por aí. Nos meses imediatos ao acidente, cumpriu toda a agenda de compromissos e pregações que seu esposo tinha com as igrejas mantenedoras. Ufa!<br />
Enquanto escrevo isso, tendo a pensar naqueles heróis da fé que temos nas Escrituras, imaginando-os como seres sobrenaturais. Mas eu sei que, assim como eles, ela é apenas uma mulher cheia de graça. Pois como filha, “aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu”, e foi aperfeiçoada. (Hb 5:8)<br />
Voltemos, então, ao conceito de Resiliência, que é a chave para entendermos melhor como isso se processa:<br />
O trabalho de Cuidado inclui o objetivo de desenvolver no missionário a capacidade de ser resiliente e piedoso perante os desafios encontrados ao longo de sua carreira e vida. O ser capaz de lidar equilibradamente com o real sofrimento e sacrifício contidos no seu chamado, e, do outro lado, lidar com a real necessidade de suporte em suas vidas. (O´DONNEL &amp; PRINS, 2006).<br />
Aqui estão reunidos pontos importantes que juntos podem indicar um caminho de sucesso na Missão:<br />
(1) Desenvolver Resiliência; (2) Ser Piedoso; (3) Ter consciência do sacrifício contido na missão e, ao mesmo tempo, estar ciente da necessidade pessoal de suporte.<br />
Por hora nos deteremos neste primeiro tópico, apenas. O conceito de Resiliência atualmente permeia diversas áreas da ciência, mas surgiu originalmente no campo da física e da Engenharia no século XIX. Indica a capacidade dos materiais resistirem aos choques, de suportar as pressões ambientais e ainda poder voltar a sua forma original.<br />
No campo da Psicologia o termo foi aplicado inicialmente em meados da década de sessenta, século passado, introduzindo os estudos sobre a capacidade humana de produzir biológica e psicologicamente forças para superar as adversidades e mudanças na vida. Os elementos que induzem à capacidade do homem se adaptar as situações difíceis e ultrapassá-las começaram a ser foco de muitas pesquisas.<br />
Para entendermos melhor o conceito e não cair em reducionismos na tentativa de explicar brevemente o assunto, teremos que considerar que há uma multiplicidade de fatores e variáveis que envolvem o fenômeno da resiliência no ser humano. Nesse campo nada é tão taxativo e padronizado, o próprio conceito induz à ideia de flexibilidade do sujeito ou da matéria frente à pressão sofrida pelo meio.<br />
Colocando o foco sobre o universo missionário, temos em voga uma discussão de alta importância, tendo em vista que o próprio estilo de vida daqueles que são chamados para esta tarefa já reúne desafios como: instabilidades diversas, perigos de perseguição, doenças e de morte, preconceitos religiosos e raciais, distanciamento geográfico da família e amigos, privações, entre outros elementos.<br />
Vamos, então, refletir sobre o assunto a partir desses cinco pontos:<br />
O que não é Resiliência?<br />
Resiliência não é um atributo fixo e inerente ao ser humano, que a despeito de qualquer coisa funciona como um gatilho pronto a ser disparado diante de adversidades que se apresentem. Se assim interpretarmos, quando esse gatilho não disparar, passaremos a deduzir: esta pessoa não nasceu para ser resiliente, é frágil, ”tadinha”. Também não está ligado ou dependente do temperamento humano. A verdade é que haverá sempre uma variação na resposta que o indivíduo é capaz de fornecer, que depende de muitas variáveis internas e externas, tais como, o ambiente, a circunstância, o meio social, e principalmente, o modo como o sujeito se relaciona com tudo isso.</p>
<p>Resiliência é diferente de Invunerabilidade. Enquanto a primeira se aplica a um fenômeno dinâmico, a segunda reflete a idéia rígida de invencibilidade, como se o humano pudesse ser inatingível. A habilidade de superar crises não implica em inatingibilidade. Depois de enfrentar grandes mudanças, adversidades ou tragédias, as dores e as marcas na alma são inevitáveis. Não há como sair intacto dessa vida. Somos seres vulneráveis e totalmente afetáveis. Mas mesmo assim, podemos ser resilientes.</p>
<p>O que é Resiliência, então?</p>
<p>Resiliência diz respeito ao modo como me relaciono com as pessoas. Em situações em que nos vemos no nosso limite, reconhecer que os outros podem ser fontes de apoio e segurança pode contribuir no desenvolvimento de um ser resiliente. Não se é resiliente sozinho. Porém, buscar apoio no outro não significa lançar sobre ele(a) uma responsabilidade que é totalmente minha, de enfrentar as adversidades e superá-las. Os outros podem servir como apoio, mas não são responsáveis diretos pela nossa infelicidade e não deveriam ser culpabilizados por isso. Enxergar as pessoas como bênçãos ao meu favor e não ao meu serviço, faz muita diferença.</p>
<p>Resiliência tem a ver com o modo como interpreto a vida. Um modo não realístico ignora ou supervaloriza os acontecimentos. Olhar a vida de frente significa interpretar os acontecimentos dentro das dimensões em que se apresentam. Outro erro é encarar a vida de um modo negativista. Isto impede a criatividade de fluir naturalmente, fecha as portas da superação e veda os olhos para a luz no fim do túnel. Então, ser realístico, criativo e positivo pode abrir possibilidades para atitudes de resiliência.</p>
<p>Finalmente, Resiliência está ligada ao modo como vivencio a temporalidade da vida: Passado, Presente e Futuro. Algumas pessoas se ancoram no passado e colecionam tragédias, para terem o que contar. Então, sentar perto de alguém assim pode ser um convite para ouvir quão sofrida e traumatizada é essa pobre criatura. Normalmente saímos desse tipo de encontro cheios de pena ou cheios de raiva por ver alguém imbuído de autocomiseração e autocentrismo. Sim, de fato a vida é uma coletânea de acontecimentos bons e ruins. Se a tendência for de eternizar os acontecimentos ruins ou mesmo os bons que aconteceram no passado, corremos o risco de estar vivendo defeituosamente o presente e produzindo um futuro sem grandes mudanças e expectativas de crescimento. Se eu desejo mais a memória da tragédia do que a possibilidade da superação, para atrair a comoção do mundo, não há chance para um caráter resiliente nesse caso.</p>
<p>Podemos, enfim, dizer que resiliência é um fenômeno dinâmico que pode ser desenvolvido e implica numa relação afetiva, social e cultural do homem com o mundo. É também uma construção que continuamente se dá através do aprendizado formal e informal durante toda a vida do sujeito. Você pode ser Resiliente no desempenho da Missão!</p>
<p>(&#8230;)<br />
A resiliência é a arte de navegar nas torrentes.<br />
Um trauma empurrou um sujeito em uma direção que ele gostaria de não tomar. Mas,<br />
uma vez que caiu numa correnteza que o faz rolar e o carrega para uma cascata de ferimentos,<br />
o resiliente deve apelar aos recursos internos impregnados em sua memória,<br />
deve brigar para não se deixar arrastar pela inclinação natural dos traumatismos que o fazem navegar aos trambolhões,<br />
de golpe em golpe, até o momento em que uma mão estendida lhe ofereça um recurso externo,<br />
uma relação afetiva, (&#8230;) que lhe permita a superação.<br />
(Cyrulnik, 2004,p. 207)</p>
<p>Bibliografia Consultada:</p>
<p>Cyrulnik, B. Os patinhos feios. São Paulo: Martins Fontes, 2004.</p>
<p>O`Donnell, Kelly. Cuidado Integral do Missionário: Perspectivas e práticas ao redor do mundo. Londrina: Descoberta, 2004.</p>
<p>O´Donnell, Kelly e Prins, Marina. Global Member Care Resources (MemCa): Member Care Flows – Africa. Nairobi, Kenya: Mission Comission, World Evangelical Alliance, 2006.</p>
<p>SEQUEIRA, Vânia Conselheiro. Resiliência e abrigos. Bol. &#8211; Acad. Paul. Psicologia, São Paulo, v. 29, n. 1, jun. 2009.</p>
<p>YUNES, Maria Ângela Mattar. Psicologia Positiva e Resiliência: O foco no indivíduo e na família. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 8, num. esp., p. 75-84, 2003</p>
<p>WALSH, F. Strengthening family resilience. New York; London: The Guilford Press, 1998.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D433&amp;title=F%C3%93RUM%20CIM%20Fevereiro%202012%20%26%238211%3B%20Resili%C3%AAncia" id="wpa2a_20"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=433</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pastor Hairton fala de Filhos de Terceira Cultura no Japão</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=429</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=429#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 20:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[atividades de cuidado integral de missionários]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=429</guid>
		<description><![CDATA[Olá amados irmãos, É muito gratificante vermos a mão de Deus sobre o CIM! Pr. Hairton, membro do conselho deliberativo do CIM, esteve no inicio do mês de janeiro no Japão realizando visitas pastorais, atendimento individual e ministrando palestrar aos missionários ligados a Missão Mispa. Desde o dia 20/01 está na China também encontrando com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá amados irmãos,</p>
<p>É muito gratificante vermos a mão de Deus sobre o CIM!</p>
<p>Pr. Hairton, membro do conselho deliberativo do CIM, esteve no inicio do mês de janeiro no Japão realizando<br />
visitas pastorais, atendimento individual e ministrando palestrar aos missionários ligados a Missão Mispa.</p>
<p>Desde o dia 20/01 está na China também encontrando com um grupo de missionários da Jocum<br />
para ministrar sobre o Cuidado Missionário.</p>
<p>Neste período em que esteve no Japão foi encontrado por um repórter que fez a seguinte<br />
matéria que você pode ler na íntegra acessando o link abaixo:</p>
<p>http://portalwebnews.com/index.php/2012/01/09/terceira-cultura-crianca-brasileira-no-japao-e-unica-afirma-estudioso</p>
<p>Ore por sua vida neste tempo de ministração e aconselhamento. Que a graça de nosso Pai esteja sobre ele.</p>
<p>Abraços a todos,</p>
<p>Rúbia Mara (secretária executiva)</p>
<p>Cuidado Integral do Missionário CIM &#8211; AMTB<br />
(34) 3227-1948, (34) 9100-7145<br />
Blog: www.cuidadointegral.info<br />
Skype: cim.cuidado.missionario</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D429&amp;title=Pastor%20Hairton%20fala%20de%20Filhos%20de%20Terceira%20Cultura%20no%20Jap%C3%A3o" id="wpa2a_24"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=429</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Venha descansar no Oásis</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=424</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=424#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 11:05:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=424</guid>
		<description><![CDATA[Missionários, temos a oportunidade de aproveitar o pacote de R$ 280 por pessoa e descansar neste lugar de refrigério. Veja só: De 19 a 22 de Janeiro de 2012 — Para famílias -&#62; Com pro­gramação especial para crianças e adolescentes. DE 02 a 05 de Fevereiro de 2012 — Só para adultos Aproveite as mara­vilhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Missionários, temos a oportunidade de aproveitar o pacote de R$ 280 por pessoa e descansar neste lugar de refrigério. Veja só:</p>
<p>De 19 a 22 de Janeiro de 2012 — Para famílias -&gt; Com pro­gramação especial para crianças e adolescentes.</p>
<p>DE 02 a 05 de Fevereiro de 2012 — Só para adultos<br />
Aproveite as mara­vilhas do campo! Venha para o Oá­sis: Uma pousada confortável, acon­chegante e um am­biente cristão. Li­gue e faça sua re­serva.</p>
<p>O QUE FAZER:<br />
*Caminhada ecológica<br />
*Curtir a natureza<br />
*Ouvir o canto dos pássaros<br />
*Aquecer-se na lareira lendo um bom livro<br />
*Aproveitar a piscina<br />
*Deliciar-se de uma boa co­mida goiana.<br />
*Ter um tempo com Deus (devocional diária).</p>
<p>LOCALIZAÇÃO:<br />
O Oásis localiza-se a 40Km de Goiânia e a 10Km de Anápolis.</p>
<p>Início: almoço de quinta (13h)</p>
<p>Final: almoço de domingo<br />
(podendo ficar até às 16h).</p>
<p>Faça suas reservas<br />
Fone: 62 3387-6800<br />
TIM: 62 8202-0146<br />
Claro: 62 9336-7867<br />
ministeriooasis.br@gmail.com<br />
www.ministeriooasis.org.br</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D424&amp;title=Venha%20descansar%20no%20O%C3%A1sis" id="wpa2a_28"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=424</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>II Simpósio Flechas: A Família em Alta Mobilidade.</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=422</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=422#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 10:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação dos filhos]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[pré-campo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=422</guid>
		<description><![CDATA[Olá Queridos, Teremos nosso Segundo Simpósio sobre Filhos de Missionários com o tema, A Família em Alta Mobilidade. Reconhecemos que este tema também se aplica a famílias de pastores, militares, atletas, homens de negócios, etc&#8230; Este simpósio vai ajudar as famílias a entenderem a dinâmica de mudanças geográficas para os filhos, ajudá-las a preparar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Queridos,</p>
<p>Teremos nosso Segundo Simpósio sobre Filhos de Missionários com o tema, A Família em Alta Mobilidade. Reconhecemos que este tema também se aplica a famílias de pastores, militares, atletas, homens de negócios, etc&#8230; Este simpósio vai ajudar as famílias a entenderem a dinâmica de mudanças geográficas para os filhos, ajudá-las a preparar os filhos para mudanças e mostrar como reconhecer e lidar com as perdas.</p>
<p>Não perca este evento tão importante para a família brasileira que está de mudança de casa, de cidade, de país!</p>
<p>Te vejo lá!<br />
Alicia Bausch Macedo e a equipe FLECHAS</p>
<p>Informações:</p>
<p>Data: 03 de março, 2012 (sábado) de 08:00 às 22:00</p>
<p>Local: Oitava Igreja Presbitériana de Belo Horizonte, Rua Nestor Soares de Melo, 15, Palmares</p>
<p>Investimento: R$60,00, inclui o almoço, coffee break, e material básico.<br />
(não inclui lanche da noite, mas terá cantina aberta)</p>
<p>Público Alvo: Este evento é de grande importância para missionários, agências, pastores, conselhos missionários, famíliares de missionários, e também para qualquer familia que muda muito de cidade, de região, de país ou que vai enfrentar mudanças, tais como, famílias de militares, empresários, pastores, atletas, imigrantes, estudantes.</p>
<p>Conteúdo: A Dinâmica da família em transição de casa, estado, região ou país.</p>
<p>PALESTRAS<br />
- O Filho de Terceira Cultura e Alta Mobilidade<br />
- Como Fazer uma Boa Transição (RADAR)<br />
- Lidando com as Perdas</p>
<p>OFICINAS<br />
- Preparo Pré Campo<br />
- O Desenvolimento Emocional do Filho de Missionário<br />
- Reentrada<br />
- Educação</p>
<p>Para mais informações entre no site http://flechaswec.com</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D422&amp;title=II%20Simp%C3%B3sio%20Flechas%3A%20A%20Fam%C3%ADlia%20em%20Alta%20Mobilidade." id="wpa2a_32"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=422</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FELIZ NATAL</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=414</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=414#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 19:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=414</guid>
		<description><![CDATA[Mais uma vez chegamos ao fim de um ano, ao momento de comemorarmos o nascimento de nosso Salvador e Senhor. Com certeza, muitos de vocês, nossos missionários, comemorarão de forma diferente. Alguns estão no hemisfério Norte e vão celebrar com neve no chão, bebendo talvez um chocolate quente, comendo comidas com nozes e frutas secas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez chegamos ao fim de um ano, ao momento de comemorarmos o nascimento de nosso Salvador e Senhor.  Com certeza, muitos de vocês, nossos missionários, comemorarão de forma diferente.  Alguns estão no hemisfério Norte e vão celebrar com neve no chão, bebendo talvez um chocolate quente, comendo comidas com nozes e frutas secas, um pouco mais pesadas, como convém no inverno.  Espero que seu Natal seja cheio da luz de Jesus, e do calor humano que nos envolve em abraços e carinho no meio de dias frios e mais isolados dos outros, justamente por causa do frio.</p>
<p>Outros estarão como eu, no hemisfério Sul, e celebrarão com frutas frescas, um suquinho e uma água gelada, dando um pulo no mar, se tiverem a oportunidade, e comendo ainda coisas mais pesadas do que deveríamos&#8230; rsrsrs&#8230; com nozes e frutas secas também&#8230;. Mas, é Natal, estão perdoados!  E eu lhes desejo um Natal cheio da luz de Jesus, e do calor humano de irmãos e irmãs em Cristo, que cantem com vocês os hinos conhecidos, que os abracem também e os façam se sentir amados.</p>
<p>Haverá ainda aqueles que, por força do ambiente, celebrarão de forma quieta e discreta o Natal que para nós tanto significa.  Eu lhes desejo que a luz de Jesus possa iluminar esse momento santo, precioso e memorial.  Que haja abraços também, daqueles que já O conheceram. Que vocês se lembrem que os magos foram avisados em sonho para não voltarem até Herodes, e que José foi avisado em sonho para fugir para o Egito para que Jesus sobrevivesse.  É nos momentos mais difíceis que experimentamos a presença de anjos, de orientação sobrenatural, da ação milagrosa de nosso grande Deus. </p>
<p>Para aqueles que se sentem tristes e deprimidos na época do Natal, por alguma razão, eu os convido a celebrar as Boas Novas.  Jesus veio nos libertar do poder do pecado e da morte.  Ele veio nos salvar.  Veio salvar o dia, e é a única razão de termos esperança às vezes.  Sua luz não será vencida pelas trevas.  Sua revelação de Deus é perfeita para nós, porque em Jesus somos feitos filhos do Altíssimo, amigos de Deus, membros da família da Igreja.  Você não está só.  Jesus está com você e nós, seus irmãos, intercedemos por você neste dia.  Seja curado!  Seja abençoado!  Receba a luz que nasceu por nós numa cidade que embora pequenina jamais seria insignificante!</p>
<p>Muitas bençãos em 2012 a todos vocês, nossos missionários.  Nós os amamos e os consideramos muito.  Que Deus os conserve fiéis ao chamado que receberam e renove suas forças para que sejam sempre esperança daqueles que ainda não conhecem a Jesus.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D414&amp;title=FELIZ%20NATAL" id="wpa2a_36"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=414</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PARTICIPAÇÃO INTERNACIONAL NO CUIDADO INTEGRAL &#8211; carta de Márcia Tostes</title>
		<link>http://cuidadointegral.info/?p=411</link>
		<comments>http://cuidadointegral.info/?p=411#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 09:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
				<category><![CDATA[atividades de cuidado integral de missionários]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cuidadointegral.info/?p=411</guid>
		<description><![CDATA[Caros amigos, Há vários anos, alguns representantes do Brasil têm participado das Assembléias da Comissão de Missões da Aliança Evangélica Mundial, sempre com temas relevantes e atuais em missões. Neste ano em especial, como parte de uma estratégia do CIM &#8211; Grupo de Cuidado Integral do Missionário de intensificar o intercâmbio com líderes internacionais, nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros amigos,</p>
<p>Há vários anos, alguns representantes do Brasil têm participado das Assembléias da Comissão de Missões da Aliança Evangélica Mundial, sempre com temas relevantes e atuais em missões.</p>
<p>Neste ano em especial, como parte de uma estratégia do CIM &#8211; Grupo de Cuidado Integral do Missionário de intensificar o intercâmbio com líderes internacionais, nos dias 04-11 de novembro estive na Alemanha, onde por volta de 230 pessoas de 50 países se reuniram para participarem da Consulta Global da Comissão de Missões da Aliança Evangélica Mundial. Ali estive como representante do CIM e AMTB.</p>
<p>Esta consulta teve foco na &#8220;Missão Pertubardora de Deus&#8221;, refletindo primeiramente na complexidade e diversidade da missão global , segundo na necessidade de reconhecer que a missão pertence a Deus e não a nós e que Ele mesmo tem &#8216;perturbado&#8217; os caminhos pelos quais a Sua missão está sendo cumprida .</p>
<p>Vários assuntos foram levantados como: situação atual da Europa, com secularismo, crise econômica e grande número de imigrantes; distúrbios políticos e sociais no mundo árabe; igreja sofredora; catástrofes e o dia a dia do sofrimento humano. Frente a essas realidades, a pergunta que vem para nós é: como a nossa maneira de fazer missões é desafiada, para atender a todas essas demandas?</p>
<p>Haviam palestras e testemunhos, seguidos de discussões em mesas com participantes das várias partes do mundo. Além disso, nas tardes reuniram-se as diferentes &#8216;forças tarefas&#8217;, entre elas a de Cuidado Integral do Missionário.</p>
<p>Nesta reunião em especial, haviam pessoas da Australia, Brasil, Cingapura, China, Coréia do Sul, India, Inglaterra, Japão e Malásia para um tempo de aprendizado, treinamento e compartilhar mútuo. Todos envolvidos no Cuidado Missionário em algum nível, mas com uma crescente ênfase em profissionalização. Nas áreas de mobilização, treinamento, cuidado em si, recursos para Filhos de Missionários, transição entre outros.</p>
<p>Aí tive a oportunidade de compartilhar sobre os avanços do Cuidado Integral do Missionário no Brasil, um grupo que é fruto deste esforço internacional e que segue trabalhando há 15 anos. Com alegria dei um pequeno resumo do conteúdo do livro recém lançado no Brasil &#8211; Perspectivas do Cuidado Missionário, que com muita clareza trás a perspectiva brasileira no assunto.</p>
<p>Também foi feita uma homenagem a Marion Knell, autora de livros sobre famílias missionárias, por seu investimento em minha vida e consequentemente no movimento missionário brasileiro ao longo desses anos, através do seu material. Foi um momento muito especial!</p>
<p>Aproveitamos a oportunidade para termos uma reunião dos representantes da América Latina, onde assuntos relevantes para o continente foram levantados.</p>
<p>Concluindo, foi um tempo muito bom de comunhão, reflexão e desafios.</p>
<p>Marcia Tostes</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fcuidadointegral.info%2F%3Fp%3D411&amp;title=PARTICIPA%C3%87%C3%83O%20INTERNACIONAL%20NO%20CUIDADO%20INTEGRAL%20%26%238211%3B%20carta%20de%20M%C3%A1rcia%20Tostes" id="wpa2a_40"><img src="http://cuidadointegral.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cuidadointegral.info/?feed=rss2&#038;p=411</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

